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BNP Paribas lança Plano Estratégico 2030 e prevê duplicar resultados no asset management

O BNP Paribas revelou hoje o seu Plano Estratégico para 2030 para a sua plataforma integrada e de grande escala de Asset Management, posicionando-a como um contributo-chave para a trajetória do Grupo rumo a um Return on Tangible Equity de 13% até 2028. Após a aquisição da AXA IM, o grupo francês posiciona-se como gigante europeu da gestão de ativos, gerindo mais de 1,6 biliões de euros e apostando na Inteligência Artificial para ganhar eficiência.
20 Março 2026, 11h38

O BNP Paribas anunciou esta sexta-feira o seu Plano Estratégico para 2030 para a área de Asset Management, posicionando este negócio como peça central na ambição do grupo de atingir um Return on Tangible Equity (RoTE) de 13% até 2028.

A estratégia surge na sequência da integração da AXA Investment Managers, operação que elevou a plataforma de gestão de ativos do banco francês a uma escala europeia. Após a aquisição da AXA IM, o grupo francês posiciona-se como gigante europeu da gestão de ativos, gerindo mais de 1,6 biliões de euros e apostando na Inteligência Artificial para ganhar eficiência.

Atualmente, o BNP Paribas Asset Management ten presença diversificada em várias classes e canais de distribuição, segundo o banco francês.

Quatro pilares para o crescimento

Segundo o grupo, esta nova dimensão permite consolidar posições de liderança em áreas como investimentos alternativos, poupança de longo prazo e ETFs, um segmento em rápido crescimento.

A trajetória desenhada para o período 2025-2030 prevê que o resultado antes de impostos quase duplique.

O plano estratégico assenta em quatro eixos principais: reforço da liderança em ativos alternativos, expansão da gestão ativa e dos ETFs, aprofundamento de parcerias com seguradoras e investidores institucionais, e crescimento nos segmentos de retalho e wealth management.

A instituição prevê uma trajetória financeira ambiciosa até 2030, incluindo cerca de 350 mil milhões de euros em entradas líquidas acumuladas e um crescimento anual superior a 5% dos ativos sob gestão, mesmo sem efeitos positivos de mercado.

A eficiência será uma prioridade, com o banco a prever sinergias de 550 milhões de euros (receitas e custos) até 2029.

O plano prevê a geração de cerca de 150 milhões de euros em sinergias de receitas e aproximadamente 400 milhões em poupanças de custos até 2029, através da integração de plataformas, racionalização de fundos e ganhos de eficiência.

As receitas deverão aumentar cerca de 4% ao ano entre 2025 e 2030, enquanto os custos operacionais deverão manter-se estáveis, permitindo reduzir o rácio cost/income para menos de 60%. O resultado antes de impostos deverá quase duplicar no período, com o Return on Notional Equity a ultrapassar 65%.

A aposta na tecnologia, nomeadamente na utilização de Inteligência Artificial ao longo de toda a cadeia de valor — do aconselhamento à alocação de ativos —, é outro dos pilares do crescimento, com o objetivo de aumentar a escalabilidade e melhorar o serviço ao cliente.

Para Sandro Pierri, CEO da divisão de Asset Management, o grupo entra “numa nova fase de transformação e crescimento”, sustentada por tendências favoráveis no investimento e poupança. O responsável sublinha a ambição de posicionar a plataforma como uma das mais fortes da Europa e de ligar investidores às oportunidades da economia real.

Já Renaud Dumora, responsável pela área de Investment & Protection Services, destaca que a nova escala do negócio permitirá dinamizar todo o grupo, reforçando a capacidade de canalizar capital de longo prazo e apoiar clientes num contexto de transições económicas, sociais e tecnológicas.

Com este plano, o BNP Paribas pretende consolidar a sua posição como um dos principais players europeus na gestão de ativos e acelerar o crescimento num setor cada vez mais competitivo e em transformação.


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