Bolsa de Lisboa em queda pressionada por BCP e papeleiras

Principal índice bolsista português perde 0,13%, para 4.819,16 pontos.

O principal índice bolsista português (PSI 20) perde 0,13%, para 4.819,16 pontos, acompanhando a tendência das principais congéneres europeias esta quarta-feira, 14 de agosto. Em Lisboa, nove empresas cotadas desvalorizam, oito caem e uma negoceia inalterada.

O Banco Comercial Português (BCP) capta atenções dos investidores, sobretudo, depois de o presidente executivo Miguel Maya ter mostrado confiança de que a sua gestão irá atingir os seus principais objetivos do plano estratégico 2018-2021, embora a conjuntura externa seja complexa. Os títulos do BCP têm sido colocado sobre pressão com a empresa cotada a ser muito testada nas últimas sessões, embora na sessão de terça-feira, 13 de agosto, tenha disparado mais de 4%. O banco perde 1,60%, para 0,20 euros.

O setor das papeleiras também pressiona o índice: a Altri perde 1,43%, para 5,52 euros, e a Navigator desliza 1,10%, para 2,88 euros. Neste setor, apenas a Semapa apresenta ganhos de 0,68%, para 11,76 euros.

Os títulos dos CTT (-0,65%), da Pharol (-0,89%), da Mota-engil (-0,28%) também pressionam o PSI 20.

Em contraciclo, as empresas do grupo EDP e as retalhistas Jerónimo Martins (0,31%) e Sonae (0,12%) negoceiam em alta, mas insuficientes para inverter a tendência.

Destaque para a Sonae, que na terça-feira, após o fecho dos mercados, anunciou que “se tornou efetiva a alienação da totalidade do capital social e dos direitos de voto da sociedade WeDo Consultiong”, uma venda que terá um impacto de cerca de 6,2 milhões de dólares nos resultados consolidados da Sonae.

Entre as principais praças europeias, o sentimento dos investidores é um reflexo das negociações entre China e EUA na resolução do conflito comercial.

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