Bolsa de Lisboa inverte tendência e acaba semana com perdas

O PSI-20 seguiu a tendência das suas congéneres europeias, num dia em que foi revelada uma contração recorde das economias portuguesa, espanhola, francesa e italiana no segundo trimestre. Galp e NOS abalam o índice nacional.

Hugo Correia/Reuters

A bolsa portuguesa encerrou a sessão desta quarta-feira em terreno negativo, com o índice PSI-20 a fechar a semana com um deslize de 0,22%, para 4.295,82 pontos.

No dia em que foi revelada a contração recorde das economias portuguesa, espanhola, francesa e italiana no segundo trimestre, a praça lisboeta ficou sobretudo penalizada pelas quedas da Galp Energia e da NOS. As ações da petrolífera caíram 2,07%, para 8,90 euros, enquanto as da operadora perderam 1,52% 3,75 euros.

Os títulos da tecnológica Novabase fecharam em contraciclo, com uma subida de 2,22% para 3,22 euros, depois de a empresa de TI ter fechado o primeiro semestre com um lucro de 4,8 milhões de euros, o que representa um disparo de 193% em relação ao mesmo período do ano passado.

O BCP também subiu (0,31%, para 0,09 euros), após ter vindo a público que o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários, o Sindicato dos Bancários do Norte e o Sindicato Independente da Banca chegaram a acordo com o grupo bancário para a revisão da tabela salarial para 2020.

A EDP – Energias de Portugal caiu 0,21%, para 4,29 euros, na última sessão da semana. A negociação dos direitos de subscrição ao aumento de capital de 1,02 mil milhões de euros para financiar parte da compra da espanhola Viesgo decorre até segunda-feira. A subscrição das ordens decorre até ao próximo dia 6 de agosto.

Os restantes índices europeus acompanharam o sentimento pessimista, apesar de terem estado a negociar no ‘verde’ ao longo da manhã. O alemão DAX deslizou 0,57%, o francês CAC 40 caiu 1,43%, o britânico FTSE 100 perdeu 1,40%, o holandês AEX recuou 0,75%, o espanhol IBEX 35 resvalou 1,64% e o italiano FTSE MIB desvalorizou 0,67%. O Euro Stoxx 50 ficou marcado por uma desvalorização de 1,01%.

“Os dados preliminares apontam que a economia francesa contraiu menos do que o esperado no segundo trimestre. Já a economia espanhola contraiu mais do que o aguardado. Enquanto a economia italiana por sua vez contraiu em linha com o esperado. No conjunto a economia da zona euro acabou assim por contrair em linha com as estimativas”, explica Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp, numa nota de mercado.

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