Bolsa portuguesa acompanha Europa em queda na véspera da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre EUA e China

Na bolsa portuguesa, dez empresas cotadas desvalorizam, seis desvalorizam e duas negoceiam sem variação.

O principal índice bolsista português (PSI 20) perde 0,05%, para 5.257,33 pontos, em linha com as principais congéneres europeias esta terça-feira, 14 de janeiro. Depois de na sessão de sexta-feira, os índices de Wall Street terem atingido novos máximos históricos, com exceção do Dow Jones, os investidores aguardam a assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China, prevista para quinta-feira.

Da China chegam bons sinais relativos a uma das maiores economias do mundo: o saldo da balança comercial chinesa melhorou dos 37,62 mil milhões de dólares para os 46,79 mil milhões de dólares em dezembro. Em termos homólogos, houve um aumento de 16,3% das importações e de 7,6% das exportações – ambos os indicadores acima das expectativas.

Na bolsa portuguesa, dez empresas cotadas desvalorizam, seis desvalorizam e duas negoceiam sem variação.

Os títulos das papeleiras Altri (-0,34%) e Semapa (-0,30%), do BCP (-0,59%), da Galp (-0,55%) e da Mota-Engil (-1,45%) penalizam o PSI 20.

Entre as que mais penalizam a bolsa portuguesa, destaque para a Altri, que informou o mercado que o administrador Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira adquiriu cerca de 252 mil ações, entre os dias 8 e 13 de janeiro, representativas de 0,12% do capital social e dos direitos de votos. O administrador executivo da Altri tem agora uma posição qualificada de 8,77% do capital social da empresa. As ações foram adquiridas a um preço médio de 5,747 euros.

Em terreno positivo, destaque para os CTT e para a EDP. A operadora postal comunicou à COmissão do Mercado de Valores Mobiliários que o Norges Bank, que gere o maior fundo soberano do mundo, passou a deter uma participação de 4,05% da empresa liderada por João Bento. Antes, a posição do Norges Bank era de 3,89%. Os CTT avançam 0,49%, apra 3,26 euros.

Já a EDP soma 0,41%, para 3,90 euros, depois de ter anunciado o preço de obrigações verde‘. Na segunda-feira, a empresa liderada por António Mexia fixou o preço de uma emissão de divida subordinada no montante de 750 milhões com vencimento em julho de 2080. A nova obrigação terá um cupão de 1,7% aplicável até à primeira data de subordinação da dívida (a ocorrer em 5 anos e 6 meses após emissão). As receitas líquidas da obrigação serão usadas para financiar ou refinanciar o portfólio de projetos “green” elegíveis do grupo EDP.

 

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