As ameaças de ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente, que se foram sucedendo na semana passando, já estão a ter um forte impacto nos mercados financeira. A sessão asiática desta segunda-feira encerrou com os índices bolsistas da China, Japão e Coreia do Sul a registarem fortes quebras.
O mais afetado foi o índice bolsista sul-coreano (Kospi) que fechou a sessão desta segunda-feira com uma quebra de 6,49% para os 5.405,75 pontos. Seguiu-se o índice japonês (Nikkei) que desvalorizou 3,68% para os 51.409,00 pontos, enquanto que o índice de Shangai caiu 3,63% para os 3.813,28 pontos. Contudo os índices da Oceânia apesar de terem encerrado com quebras não foram tão afetados como os asiáticos. O australiano S&P/ASX 200 caiu 0,74% para os 8.365,90 pontos enquanto que o da Nova Zelândia desvalorizou 0,35% para os 306.88 pontos.
Esta forte quebra no índice bolsista sul-coreano foi também influenciada pela nomeação de Shin Hyun-song, como novo governador do Banco Central coreano, pelo Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. Substituição é feita a 20 de abril. Mercado vê novo responsável como tendo uma postura hawkish (ou seja defendem uma política monetária mais agressiva).
“Declarações anteriores de Shin Hyun-song, juntamente com as condições macroeconómicas da Coreia, sugerem que irá adotar uma postura de política monetária relativamente agressiva”, consideram os analista do ING, numa nota transcrita pela publicação financeira Investing, que adiantaram que um aumento das taxas em maio “não está completamente descartado” num cenário de agravamento da situação no Médio Oriente.
Esta segunda-feira a Bolsa de Lisboa e os principais índices europeus abriram a sessão a registar quebras. O petróleo e o gás sofreram aumento no preço devido ao agravar do conflito no Médio Oriente.
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