As bolsas na Europa estão em terreno negativo nesta sexta-feira que fecha o mês de setembro.
O PSI sobe 0,31% e acompanha o ritmo das principais praças da Europa. o BCP é a estrela da sessão ao subir +2,26% para 0,7516 euros. Dos nove títulos em alta, e para além do BCP, destaca-se a subida da Ibersol (+1,70%); da Sonae (+1,07%); da Semapa (+0,77%); e da NOS (+0,79%).
Em queda destacam-se a Jerónimo Martins (-0,39%); a Altri (-0,39%); a EDP Renováveis (-0,27%); e os CTT (-0,14%).
Em Portugal, o índice nacional chegou a contrariar a tendência e a recuar ligeiramente, arrastado pelo grupo EDP, que até viu um upgrade de uma casa de investimento, e também pela Jerónimo Martins, que sofreu um downgrade. Mas já está no verde.
O índice europeu Stoxx 600 ganha 0,64% e o EursoStoxx 50 valoriza 0,84%. O britânico FTSE sobe 0,60%; o CAC avança 0,90%; o DAX valoriza 0,76%; o FTSE MIB sobe 0,93% e o IBEX ganha 0,86%.
“Os principais índices europeus estendem a tendência de leves ganhos, com os investidores a aguardarem o importante dado de inflação nos EUA, medido pelo PCE, que será conhecido pelas 13h30m de Lisboa e poderá impactar o sentimento, devido à sua elevada importância na definição de política monetária pela Fed”, escreveram os analistas da MTrader do meio da sessão.
Entretanto já é conhecido que a inflação dos EUA sobe 2,7% em linha com o esperado em agosto.
O índice de preços (PCE) dos Estados Unidos (EUA) subiu 0,3% em agosto, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) divulgados esta sexta-feira. O PCE foi de 2,7% num ano — acima da meta de 2% perseguida pela Federal Reserve (Fed).
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo da inflação avançou 0,2% no oitavo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, os preços foram a 2,9%.
“Para já, os ganhos são transversais à grande maioria dos setores, sendo que o Segurador e o de Viagens & Lazer registam as maiores valorizações. Já o Tecnológico é o que mais recua, pressionado pelas empresas ligadas à indústria de semicondutores, depois do Wall Street Journal ter referido que o Governo de Trump está a avaliar planos para reduzir a dependência de chips fabricados fora dos EUA”, referem os analistas do Millennium BCP.
“Destaque ainda para o setor Automóvel, que mostra resiliência ao corte de produção e encerramento temporário de fábricas da Volkswagen na Alemanha”, acrescentam.
“Importante ainda referir o Farmacêutico, que também parece resistir ao anúncio de uma nova ronda de tarifas por parte de Trump, que inclui uma taxa de 100% sobre produtos farmacêuticos desenvolvidos por empresas que não tenham produção nem investimento nos EUA”, refere a MTrader.
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