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Bolsas invertem perdas recentes e registam subidas. Mercados viram-se para tarifas recíprocas

O sentimento entre as principais praças europeias foi visivelmente positivo na terça-feira, após quatro sessões consecutivas no ‘vermelho’. Segue-se o anúncio de Trump sobre novas tarifas, que concentra as atenções da generalidade dos investidores.
bolsa Lisboa mercados
2 Abril 2025, 07h00

A inflação na zona euro terá desacelerado em março e os dados deixaram os mercados europeus animados. As subidas superaram 1% e permitiram retificar uma parte das perdas das quatro sessões anteriores. Os investidores viram-se agora para o anúncio de novas tarifas comerciais dos EUA.

Por cá, o índice PSI ganhou 1,24% e alcançou os 6.950 pontos, liderado por uma valorização de 3,57% nas ações da Jerónimo Martins, que alcançaram os 20,30 euros. Os CTT avançaram 2,94% para 7,70 euros, o BCP somou 1,72% até aos 0,5668 euros e a EDP Renováveis adiantou-se 1,30% até aos 7,81 euros.

A descida mais acentuada não foi além de 0,50% e foi registada na cotação de mercado da Corticeira Amorim, cujos títulos recuaram para 7,96 euros.

Olhando aos índices de referência das principais bolsas europeias, foi notório o sentimento positivo, para o qual contribuiu a desaceleração da inflação na zona euro, em março, de acordo com a estimativa do Eurostat, conhecida na manhã de terça-feira.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 2,2% em termos homólogos, o que corresponde às expetativas que existiam nos mercados e equivale a uma desaceleração de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior (2,3% em fevereiro). No que respeita ao índice mensal, porém, a inflação acelerou de 0,4% para 0,6%.

Grande parte do sentimento positivo resulta do indicador subjacente, já que este contraiu mais do que era esperado. A subida homóloga foi de 2,4% em março (esperava-se 2,5%, após a subida de 2,6% em fevereiro).

Destaque para a Alemanha, onde o DAX somou 1,63%. Seguiram-se incrementos de 1,26% em Itália, 1,21% em Espanha e 1,10% em França, enquanto o Reino Unido não foi tão longe, já que registou uma subida de 0,50%. O índice agregado Euro Stoxx 50 adiantou-se 1,30%.

Esta quarta-feira, atenções viradas para o discurso de Donald Trump, que vai levantar o véu sobre as novas tarifas.

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