BPI e CaixaBank apresentam startups nacionais a mais de 170 investidores internacionais

As duas startups portuguesas, BestHealth4U e Advertio, participaram na segunda edição do Investors Day Empreendedor XXI uma iniciativa do CaixaBank que foi transposta para Portugal através do BPI.

O CEO do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, chega para a apresentação dos resultados de 2020 da instituíção bancária, na sede em Lisboa, 04 de fevereiro de 2021. TIAGO PETINGA/LUSA

Com o objetivo de pôr em contacto as 30 startups vencedoras da última edição dos Prémios Empreendedor XXI (PEXXI) com os principais investidores do ecossistema e empresas com interesse na inovação, o CaixaBank, através da DayOne, organizou pelo segundo ano consecutivo o Investors Day Empreendedor XXI.

As startups portuguesas BestHealth4U e Advertio, vencedoras da última edição dos PEXXI em Portugal, participaram nesta iniciativa a convite do BPI, avança o banco português em comunicado.

A BestHealth4U é empresa de Braga especializada no desenvolvimento de materiais inovadores para dispositivos médicos que se ligam à pele, desde pensos para feridas até adesivos de monitorização médica digital, promovendo uma melhor qualidade de vida e saúde para os doentes, ao mesmo tempo que reduzem o seu impacto económico e ambiental. Já a Advertio é uma plataforma de aquisição de clientes que tem como objetivo tornar o crescimento dos negócios através do Marketing Digital, acessível a todo o tipo de utilizadores (desde agências de Marketing a pequenas empresas). Facilita aos seus utilizadores a aquisição de novos clientes para os seus negócios, recorrendo a tecnologias como a inteligência artificial e combinando os conteúdos online dos próprios utilizadores com a criação automática de anúncios, audiências e palavras-chave personalizadas. A Advertio assume o risco pelos seus Clientes, que pagam apenas pelos clientes adquiridos.

“As duas empresas portuguesas tiveram a oportunidade de apresentar os seus projetos perante mais de 170 investidores e empresas presentes nesta iniciativa”, diz o BPI em comunicado.

Os Prémios Empreendedor XXI foram lançados há 14 anos em Espanha pelo CaixaBank, através da DayOne, e a iniciativa foi alargada à participação portuguesa, através do BPI, desde 2017.

O evento contou com a participação online de investidores corporativos, venture capital e business angels como a Wayra, Nauta Capital, Adara Ventures e Seaya Ventures, com o apoio de organizações como a ASCRI, AEBAN, Zone2boost, Plug and Play e Caixa Capital Risc. Além disso, um grupo reduzido de investidores internacionais participaram de forma presencial na jornada, como Itxaso del Palacio (da Notion Capital, fundo baseado em Londres), Xavi Álvarez (Caixa Capital Risc) ou Mercé Tell (Nekko Capital).

Para o BPI e o CaixaBank, “os empreendedores são atores essenciais na dinamização do tecido produtivo. Desempenham um papel chave para o progresso económico e social porque geram riqueza, emprego e apoiam o desenvolvimento tecnológico e de soluções para os novos desafios da sociedade”.

Com esta iniciativa, o Grupo CaixaBank diz que pretende continuar a apoiar e impulsionar o desenvolvimento e crescimento destes empreendedores.

Os prémios são dirigidos a jovens start-ups inovadoras e tecnológicas e permitem acelerar o seu processo de crescimento e expansão global.

O CaixaBank diz que desde a sua criação, em 2007, o programa investiu 6,7 milhões de euros em prémios, que já beneficiaram mais de 430 empresas. Ao longo de sua história, mais de 8.900 start-ups já participaram e mais de 3.300 profissionais estiveram envolvidos em comités e júris.

“Com os Prémios Empreendedor XXI, o CaixaBank e o BPI pretendem contribuir para o desenvolvimento de empresas jovens e inovadoras com elevado potencial de crescimento”, defendem os bancos.

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“Se a Caixa se mantiver competitiva, se a Caixa assegurar uma boa ‘governance’, se a Caixa mantiver um rigor de crédito e melhorar as suas práticas e cada vez tiver mais próxima do cliente, se não fizer o oposto disto, eu acho que apesar do negócio bancário estar muito difícil, e dos proveitos ‘core’ bancários preverem-se estar estagnados, a Caixa tem uma boa base para prosseguir o seu caminho”, disse o CEO da CGD.
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