Brexit: Líderes europeus aceitam pedido de extensão do Reino Unido, mas não dizem por quanto tempo

A informação está a ser avançada pela agência de notícias “AFP”. O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, havia recomendado ao Conselho Europeu para concordar com a extensão da saída do Reino Unido da UE.

Stefan Wermuth / Reuters

Os líderes europeus concordaram com o prolongamento da extensão do Brexit pedida pelo Reino Unido até 31 de janeiro de 2020. A informação é avançada esta quarta-feira pela agência de notícias “AFP” através de uma publicação na sua conta da rede social “Twitter”, citando uma fonte da UE, depois da reunião entre os embaixadores dos Estados-membros.

Contudo, não está definido por quanto tempo ficará adiada a saída britânica da União Europeia (UE), dado que alguns dos 27 representantes pedem uma extensão abaixo dos três meses. A decisão final só deverá ser conhecida esta sexta-feira, quando há nova reunião dos diplomatas.

De recordar, que presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, havia recomendado ao Conselho Europeu para concordar com a extensão da saída do Reino Unido da UE.

“Depois de o parlamento britânico ter votado de modo a ter mais tempo para examinar os detalhes do acordo de saída e de o primeiro-ministro, Boris Johnson, ter decidido suspender o processo legislativo [para o ‘Brexit’] na sequência dessa votação, o pedido do Governo britânico para uma extensão até 31 de janeiro permanece em cima da mesa”, nota David Sassoli, em comunicado.

O presidente da assembleia europeia acredita ser “aconselhável, tal como foi solicitado pelo presidente Donald Tusk, que o Conselho Europeu aceite esta extensão” do Artigo 50.º do Tratado da UE. “Eta extensão permitirá ao Reino Unido clarificar a sua posição e ao Parlamento Europeu desempenhar o seu papel”, conclui.

O presidente do Conselho Europeu anunciou na noite de terça-feira que recomendará aos 27 que aceitem o pedido de adiamento do ‘Brexit’ até 31 de janeiro, feito no sábado pelo primeiro-ministro britânico. “Para isso, proporei um procedimento escrito”, precisou na publicação na sua conta na rede social Twitter, afastando assim a hipótese de convocar uma cimeira europeia extraordinária nos próximos dias.

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