Bruxelas dá ‘luz verde’ à compra do negócio de energias renováveis da Viesgo pela EDP

A Comissão Europeia deu hoje ‘luz verde’ à compra do negócio de energias renováveis da espanhola Viesgo pelo grupo da Energias de Portugal (EDP), considerando que a transação “não levanta preocupação em matéria de concorrência”.

Em comunicado, a instituição europeia aponta que “aprovou, ao abrigo do regulamento comunitário de Concentrações, a aquisição da Viesgo Infraestructuras Energéticas de Espanha pela EDP de Portugal”.

“A Comissão concluiu que a aquisição proposta não levanta preocupações em matéria de concorrência, dado o seu impacto limitado nos mercados em causa”, justifica Bruxelas na nota de imprensa.

O executivo comunitário refere ainda o grupo EDP como “o maior produtor, distribuidor e fornecedor de eletricidade em Portugal, com operações significativas no setor da eletricidade fora de Portugal, incluindo em Espanha”, enquanto a Viesgo “opera principalmente na produção e fornecimento de eletricidade a partir de fontes renováveis em Espanha e Portugal e na distribuição de eletricidade em Espanha”.

Esta transação foi examinada no âmbito do procedimento de análise das concentrações.

No passado dia 15 de julho, a EDP Renováveis informou ao mercado português ter chegado a acordo com os fundos geridos pela Macquarie Infrastructure e Real Assets para a compra do negócio de energias renováveis da Viesgo, com ‘enterprise value’ de 565 milhões de euros.

Nesse dia, a EDP anunciou um aumento de capital em mais de mil milhões de euros para financiar a compra da espanhola Viesgo, segundo comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A transação da Viesgo será parcialmente financiada através de uma oferta pública de subscrição de 1.020 milhões de euros, um aumento de capital social com subscrição totalmente garantida até um máximo de 309.143.297 novas ações da EDP, representativas de um total de aproximadamente 8,45% do capital social da EDP, com subscrição reservada a acionistas no exercício dos seus direitos de preferência e outros investidores que adquiram direitos de subscrição”, de acordo com informação remetida então à CMVM.

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