Bruxelas quer ‘hub’ de educação digital para aumentar coordenação entre os 27

A comissária europeia da Educação e Juventude anunciou, esta sexta-feira, a apresentação, ainda este ano, de uma proposta concreta para estabelecer um ‘hub’ de educação digital”. Tem como objetivo permitir aos estados-membros trabalhar em conjunto no campo estratégico da educação e formação.

A Comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel anunciou esta sexta-feira, 22 de janeiro, que ainda este ano vai haver uma “proposta concreta para estabelecer um ‘hub’ de educação digital”, que permitirá que os 27 estados-membros trabalhar em conjunto “neste campo estratégico que é a formação para a educação”.

Maria Gabriel falava na conferência de imprensa após a conferência informal de ministros da Educação da União Europeia, consagrado ao papel da educação e da formação no modelo social europeu, que inicialmente estava previsto prolongar-se por dois dias (quinta e sexta-feira), mas foi reduzida devido ao agravamento da situação epidemiológica na Europa.

A comissária europeia adiantou também que a Comissão vai propor, ainda este ano, “uma recomendação sobre ensino à distância”, integrada no plano de ação para a educação digital para o período de 2021 a 2027.

Na conferência de imprensa, o comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit, defendeu o investimento em equipamentos e formação de forma a mitigar as desigualdades entre as crianças da União. “Estamos numa sociedade digital e não devemos deixar parte dos nossos cidadãos, especialmente as crianças, fora desta sociedade digital”, afirmou.

As desigualdades têm sido evidenciadas pelo ensino à distância, adotado como recurso pelas escolas que foram obrigadas a suspender a atividade física no pico da crise pandémica, uma situação que está a voltar a repetir-se em alguns estados-membros, nomeadamente Portugal.

O comissário lembrou que “há muitas famílias pobres que não têm conexão à Internet”, mas que “no Pilar Social Europeu há um princípio sobre oportunidades iguais. Por isso, acrescentou, é essencial, “investir muito em equipamento e investir também ao nível das capacidades digitais das crianças, através das escolas, de modo a permitir que todas as crianças tenham as conexões certas”.

Na conferência de imprensa, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, revelou que o programa Erasmus + será apresentado antes do final do primeiro semestre e está direcionado para o reforço das redes europeias de instituições de ensino superior com consórcios de instituições europeias e a abertura a outros níveis de ensino formal e informal.

O Conselho informal de ministros da Educação da União Europeia foi presidido pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

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