Cabras sapadoras portuguesas em destaque no New York Times

O projeto-piloto do Governo, estreado o ano passado, mereceu destaque na publicação norte-americana. Existem perto de 11 mil cabras sapadoras em Portugal, e estão encarregues de quase três mil hectares das áreas mais vulneráveis aos incêndios.

As cabras sapadoras portuguesas e o seu papel no combate aos incêndios florestais estão em destaque no New York Times.

A falta de agricultores e de animais a pastar deixaram as terras ao abandono, o que a longo prazo significa que os fogos ganham uma maior amplitude e ardem a maior velocidade.

A população em Portugal é envelhecida e isso dificulta a sua ajuda nos trabalhos agrícolas, além de o trabalho à mão ter de ser muito bem remunerado, a “solução low-cost passa pela humilde cabra, que se alimenta dos arbustos que alimentam os fogos”.

O New York Times viajou até à aldeia de Vermelhos, no Algarve, para conhecer Leonel Martins Pereira que “pode ser a primeira linha de defesa, em Portugal, contra os incêndios florestais”. O habitante da aldeia faz parte do grupo de 50 agricultores, criado pelo governo, que disponibilizam as suas cabras para a limpeza do território.

No total, existem perto de 11 mil cabras sapadoras em Portugal, e estão encarregues de quase três mil hectares das áreas mais vulneráveis aos incêndios.

Leonel Martins Pereira revelou ao jornal norte-americano que recebe cerca de três euros extra ao final do dia do programa, em comparação com os 30 euros por hora que iria gastar se tivesse de operar um trator agrícola. Ainda assim, o habitante de Vermelhos diz que o valor pago não chega, uma vez que tratar dos animais significa um trabalho de 24 horas diárias.

“O Estado tem andado a gastar o dinheiro dos contribuintes ao longo dos anos por administrar mal as florestas e agora está a economizar algum dinheiro [com as cabras], mas sem compensar os pastores”, afirmou o pastor à publicação.

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