Caixa lança linha de 500 milhões para PME e micro empresas

Paulo Macedo anunciou, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados, que vai lançar uma linha de crédito de 500 milhões de euros para Pequenas e Médias Empresa (PME) e para micro empresas, com spreads muito mais baixos. Esta linha não tem garantia do Estado.

Paulo Macedo | Cristina Bernardo

Paulo Macedo anunciou, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que vai lançar uma linha de crédito de 500 milhões de euros para Pequenas e Médias Empresa (PME) e para micro empresas, com spreads muito mais baixos, a partir de um ano e meio, sempre ajustado ao risco dos clientes, e que não faz parte das linhas Covid, que são garantidas pelo Estado.

“As empresas e as famílias nunca se financiaram a custos tão baixos”, disse Paulo Macedo que adiantou que o problema das empresas é não terem estruturas adequadas de capital. A CGD registou um crescimento de 8,5% em Portugal no crédito a empresas e negócios (excluindo construção e imobiliário) e na quota de mercado da nova produção de crédito à habitação atingiu o patamar dos 20%.

No crédito a empresas a exposição da CGD é 20% à indústria transformadora; 18% ao comércio por grosso e retalho; 11% a serviços; 10% à construção; 9% às actividades cientificas e técnicas; 8% a transporte a armazenagem; 7% a imobiliárias; ao alojamento e restauração 5% e 3% à agricultura e setor primário.

Sobre as linhas protocoladas, Paulo Macedo disse que terão de apoiar as empresas ao longo de muitos anos. “Porque a crise não é de março a setembro”, disse ainda. “Tivemos uma atitude pró-ativa na resposta à pandemia”, lembrou Paulo Macedo.

“Diziam que financiávamos 8% da linhas Covid e estamos a financiar 15%, o que está em linha com a quota de mercado da Caixa”, disse o CEO do banco que chamou a atenção para o facto de uma boa parte das linhas de crédito aprovadas não estarem a ser utilizadas na totalidade pelas empresas.

Paulo Macedo revelou que “as linhas não esgotaram porque houve uma série de empresas que desistiram, porque não querem financiamento”. “Os mais de 1.000 milhões de euros das linhas Covid que a Caixa deu, são uma terça parte do crédito que concedemos este semestre”, lembrou.

O Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, tem anunciado uma nova linha Covid para empresas que tenham tido uma quebra de facturação no período de março a maio, superior a 40%. Nessa linha passa a ser delegado nos bancos a contratação da garantia mútua, para agilizar a chegada do dinheiro às empresas.

 

 

Ler mais
Recomendadas

Santander Totta diz que não tem qualquer “processo de rescisões por mútuo acordo” em curso

O Banco Santander Totta reagiu aos dois comunicados de cinco sindicatos bancários que pedem que o banco suspensa o processo de redução de pessoal, em curso, por causa do confinamento.

Sindicatos pedem ao Santander para suspender saída de pessoas durante o confinamento

Os três sindicatos – SNQTB, SBN e SIB – já fizeram chegar a sua posição à comissão executiva do Banco Santander liderada por Pedro Castro e Almeida. Os sindicatos pedem que durante o confinamento o processo de redução de pessoal fique suspenso.

Sindicatos querem suspensão das rescisões por mútuo acordo no Santander

Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro já entraram em contacto com o Santander para apelar que o banco suspenda o processo de rescisões por mútuo acordo que tem em curso.
Comentários