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CAP cria agrupamentos de baldios que vão gerir 13 mil hectares de floresta no Norte

A criação destes novos agrupamentos decorre no âmbito da segunda geração de contratos-programa apoiada pelo Fundo Ambiental, da qual a CAP é uma das entidades promotoras.
4 Abril 2025, 18h34

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)  e três associadas – Valminho Florestal, Aflodounorte e CoopBarroso – assinam este sábado os protocolos de constituição de cinco agrupamentos baldios, que vão abranger seis concelhos a Norte do País: Alijó, Mirandela, Montalegre, Murça, Sabrosa e Valença. O objetivo é assegurar a melhor gestão dos recursos florestais, com foco na prevenção dos incêndios e na valorização das atividades relacionadas com a floresta.

A criação destes novos Agrupamentos decorre no âmbito da segunda geração de contratos-programa apoiada pelo Fundo Ambiental, da qual a CAP é uma das entidades promotoras.

A cerimónia protocolar, que decorre no edifício da antiga Alfândega de Valença, na manhã de sábado, contará com a presença do Ministro da Agricultura.

No total, estes cinco Agrupamentos abrangem 44 unidades locais de Baldio, numa área total de 13 mil hectares, em seis concelhos a Norte do País: Valença, no Minho, e Alijó, Mirandela, Montalegre, Murça e Sabrosa, na região de Trás-os-Montes.

A constituição destes Agrupamentos tem como objetivos garantir ganhos de escala na utilização de recursos e promover uma gestão sustentável do território e da floresta, assegurando uma maior e melhor coordenação de ações de prevenção estrutural contra incêndios.

Álvaro Mendonça, Presidente da CAP, defende que “a floresta portuguesa vive, há muito, uma crise estrutural, de que os incêndios de grandes dimensões são a face mais visível. Tal cenário resulta, em grande parte, da estrutura fundiária de uma vastíssima parte das zonas florestais que, associada ao despovoamento do interior do País e à desvalorização económica dos produtos florestais, deixa uma grande mancha de floresta ao abandono”.

“A criação destes Agrupamentos de Baldios, que passam a ser geridos por entidades profissionais e especializadas, que conhecem bem o terreno, é fundamental para garantir uma gestão florestal que, por um lado, promova as melhores práticas e previna fogos florestais; e, por outro, promova a valorização da atividade florestal e, assim, combata o despovoamento do Interior”, acrescenta.

De acordo com dados do ICNF, os baldios (terrenos possuídos e geridos pelas comunidades locais) representam cerca de 6% do território de Portugal continental, num total de 300 mil hectares, maioritariamente localizados nas regiões Norte e Centro (98%), sendo mais de 80% destas áreas ocupadas por floresta, matos e pastagens.

 

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