Os preços das casas de luxo em Portugal registaram um aumento de 17,7% no terceiro trimestre de 2025, em relação ao período homólogo, segundo o relatório da consultora Knight Frank, parceira da Quintela e Penalva, que analisa 55 países. Este resultado coloca o nosso país no terceiro lugar a nível mundial, sendo apenas superado pela Turquia (32,2%) e a Macedónia do Norte (25,1%).
O crescimento médio global atingiu 2,4% em termos nominais, o valor mais elevado desde o primeiro trimestre de 2024, refletindo uma melhoria gradual das condições de financiamento e da confiança dos compradores.
No que diz respeito ao trimestre anterior, os preços das casas em Portugal subiram 4,4%, a segunda maior valorização, sendo novamente superado pelo mercado de habitação de luxo na Turquia (5,2%).
Em termos reais (ajustados à inflação), Portugal registou um crescimento de 14,9%, contrastando com a média global, que permanece ligeiramente negativa (-0,1%), justificado com as pressões inflacionistas em vários mercados.
Atualmente, 86% dos mercados globais registam crescimentos anuais positivos, uma proporção superior face ao início do ano e consistente com a tendência de melhoria gradual observada ao longo de 2025.
O mercado europeu domina o topo do ranking, com sete dos oito mercados com crescimentos nominais superiores a 10% a localizarem-se na Europa, confirmando a região como o principal motor de crescimento dos preços residenciais a nível global.
Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva, afirma que “estes dados reforçam o interesse internacional no mercado português e a robustez do setor. O mercado nacional tem sido muito resiliente e atrativo, e continua a estar na mira dos investidores internacionais, o que é muito positivo para a dinâmica da economia nacional”.
Por sua vez, Liam Bailey, Global Head of Research da Knight Frank, considera que “o crescimento nominal voltou a acelerar à medida que os bancos centrais avançam para cortes nas taxas de juro, mas os ganhos reais continuam a ser difíceis de alcançar. Para uma recuperação mais sólida em 2026, será essencial manter as políticas monetárias e uma trajetória de desaceleração da inflação”.

Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com