Casinos queixam-se da “concorrência agressiva” dos jogos da Santa Casa

Crescimento das receitas dos donos dos locais de apostas físicas voltaram a descer, tendo mesmo atingido um registo negativo no último mês, em comparação com o período homólogo de 2017.

Após terem recuperado nos últimos três anos perto de um terço dos 120 milhões de euros das receitas brutas perdidas nos seis anos anteriores, as receitas dos onze casinos portugueses ameaçam voltar a regredir. A culpa, de acordo com a notícia veiculada no “Jornal de Negócios”, é dos jogos da Santa Casa, com especial incidência no Placard, raspadinha, Euromilhões e dos casinos online.

Esta é a justificação dada por fonte oficial da Associação Portuguesa de Casinos (APC), ao jornal, onde prevê na segunda metade de 2018, “um abrandamento ainda maior da taxa de crescimento, dada a concorrência agressiva, nomeadamente dos jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”.

Nos primeiros seis meses deste ano, as receitas dos casinos registaram uma subida de 3,84% em relação a 2017, para os 152 milhões de euros. No entanto, no mês de junho as receitas brutas caíram 3,27% em relação com o período homólogo de 2017, para os 24,7 milhões de euros.

Em relação às slot-machines valeram até junho 125,1 milhões de euros e 26,3 milhões em jogos bancados. No que diz respeito ao jogo online a APC, refere que os “casinos portugueses consideram estar numa situação desfavorável”, isto porque, “viram-se compelidos a pagar novas contrapartidas para obterem licenças de jogo online”, depois de já “terem pago elevadíssimas contrapartidas pelo exclusivo da exploração de jogos de fortuna, ou azar em Portugal”.

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