Caso EDP. Manuel Pinho vai ser interrogado a 30 de julho por suspeitas de corrupção

A investigação a Manuel Pinho concluiu que o ex-ministro de José Sócrates terá alegadamente recebido 3,57 milhões de euros do Grupo Espírito Santo através de quatro offshores, revela o jornal “Novo”.

O ex-ministro da Economia vai ser interrogado a 30 de julho no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) em Lisboa no âmbito da investigação às chamadas rendas excessivas da EDP, revela o jornal “Novo” esta quarta-feira, 21 de julho. Manuel Pinho é suspeito de ter recebido luvas do Grupo Espírito Santo (GES) quando era ministro e de ter conseguido ir dar aulas para a Universidade de Columbia em Nova Iorque (através de um patrocínio da EDP) em troca de decisões como ministro que alegadamente terão beneficiado a EDP e o GES.

Depois de tentativas falhadas em 2017 e 2019, os magistrados do DCIAP viram este ano o Tribunal Constitucional a confirmar a constituição como arguido de Manuel Pinho contrariando assim a decisão do juiz Ivo Rosa do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) que tinha revertido esta decisão de julho de 2017. A própria casa de Pinto nunca foi alvo de buscas porque Ivo Rosa considerou que não existiam indícios de corrupção contra o ex-governante.

A investigação a Manuel Pinho concluiu que o ex-ministro de José Sócrates  terá alegadamente recebido 3,57 milhões de euros do Grupo Espírito Santo através de quatro offshores. Parte deste valor foi pago pelo GES – a um ritmo de 15 mil euros por mês – quando Manuel Pinho já tinha saído do BES e já integrava o Governo de Sócrates.

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