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Castro Verde com 2.479 euros é o município com o salário mais elevado

Penedono foi onde existiu o menor salário médio mensal entre os trabalhadores por contra de outrem (952 euros), entre 2021 e 2023, de acordo com o retrato feito da Pordata aos municípios portugueses.
12 Setembro 2025, 00h01

O retrato da Pordata sobre os municípios portugueses, que é divulgado esta sexta-feira, indica que Castro Verde e Penedono são os locais com o maior e o menor salário médio mensal entre os trabalhadores por contra de outrem (2.479 e 952 euros), entre 2021 e 2023. Esta análise, que é divulgada pela base de dados estatística da Fundação Francisco Manuel dos Santos, surge a um mês das eleições autárquicas.

Este mesmo retrato da Pordata, para a área do emprego e das empresas, diz ainda que os municípios onde se registou o maior aumento no ganho médio mensal, entre 2021 [ano das últimas autárquicas] e 2023, foram Gavião e Corvo, com subidas de 45,9% e de 41,4%, de 858 para 1.252 euros e de 1.060 para 1.500 euros.

“Lisboa é o município onde os trabalhadores por conta de outrem são mais escolarizados: 13,2 anos de escolaridade, em média. Vila Velha de Ródão é o município onde as quatro maiores empresas mais peso têm em volume de negócios, com 89%. Campo Maior é o município onde as quatro maiores empresas mais pessoas empregam, em proporção, com 66,6%”, indicam os dados da Pordata.

99 municípios perderam população ativa

Na área populacional dos 308 municípios que compõem o território nacional, apenas 120 aumentaram o número de jovens, entre 2021 e 2024, “destacando-se Odemira e Vila de Rei, com crescimentos acima de 12%”, refere a Pordata.

Os dados da Pordata dizem ainda que desde 2021, 99 municípios (32% dos 308) “perderam população ativa, ou seja, entre os 15 e os 64 anos”, e que de todos os municípios Lisboa é aquele que tem mais população, com 575.739 habitantes registados em 2024, um aumento de 30.569 quando comparado com 2021.

“Sintra, com 400.947 habitantes, e Vila Nova de Gaia, com 312.984 habitantes, são, a seguir a Lisboa, os dois municípios mais populosos. Qualquer dos dois teve um aumento populacional (3,5% e 2,3%, respetivamente), desde 2021”, refere a Pordata.

Óbidos é o município onde existiu mais crescimento na população, entre 2021 e 2024, ao passar de 12.410 para 13.720, um crescimento de 10,5%.

“Vinhais, o município que mais envelheceu ao nível nacional, é aquele com mais população idosa, com 46,30% com 65 anos ou mais, o que contrasta com os 24,30% ao nível nacional. O município que mais rejuvenesceu foi Oleiros, sendo ainda dos mais envelhecidos do país. Dos 53 municípios em que reduziu o índice de envelhecimento, 25 são do Alentejo”, assinala a Pordata.

Lisboa tem as casas mais caras

Na área da habitação a Amadora surge como o município com mais casas de habitação por quilómetro quadrado (km2), com 3.643 casas enquanto que Lagoa, nos Açores, foi onde se construíram mais casas novas no triénio 2022-2024, em percentagem face às existentes: 238.

“Lisboa é o município com o mais alto valor mediano por metro quadrado (m2), na avaliação bancária, com 3.826 euros em 2024, o que representa um crescimento de quase 23% face a 2021 (o valor era de 3.113 euros). Celorico da Beira é o município com o valor mediano do m2 das casas mais baixo, na avaliação bancária: 574 euros”, indicam os dados da Pordata.

“A Ponta do Sol é o município com o maior crescimento no valor mediano do m2 das casas, na avaliação bancária, passando de 1.118 euros em 2021 para 1.861 euros em 2024, um crescimento de 66.4%”, acrescenta a Pordata.
No turismo os dados da Pordata dizem que Gondomar foi o município com maior crescimento em dormidas de turistas, entre 2019 e 2024, passando de 14.320 para 106.503 e que Tarouca foi onde mais aumentou a capacidade dos alojamentos turísticos, entre 2019 e 2024, tendo passado de 70 para 262 camas.

Na educação é destacado que mais de um terço dos municípios perdeu alunos entre 2021 e 2024. Penedono foi onde se perdeu mais alunos em percentagem, passando de 1.057 alunos para 877 enquanto que Vila Velha de Ródão foi onde se registou maior crescimento no número de alunos, entre 2021 e 2024, passando de 240 alunos para 319.
No acesso a serviços e cultura, Lisboa e Porto concentraram 14% do total de museus em Portugal, 15% dos recintos culturais e 15% dos ecrãs de cinema.

No território e ambiente, Paredes foi o município que mais incêndios registou na última década, com 320, em média, por ano.


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