Catarina Martins quer nacionalização do SIRESP por se tratar da segurança nacional

“Estamos muito preocupados com a questão do SIRESP e muito preocupados que seja sempre em cima do momento que se discutem estas questões, nomeadamente, perto de uma época mais perigosa de incêndios e começamos a perceber que, mais uma vez, há problemas com o SIRESP”, adiantou Catarina Martins.

A líder do Bloco de Esquerda defendeu hoje que a rede de comunicações do Estado, SIRESP, deve ser nacionalizado, por se tratar da segurança nacional e acusou o Governo de andar com remendos nos últimos anos.

“Estamos muito preocupados com a questão do SIRESP e muito preocupados que seja sempre em cima do momento que se discutem estas questões, nomeadamente, perto de uma época mais perigosa de incêndios e começamos a perceber que, mais uma vez, há problemas com o SIRESP”, adiantou Catarina Martins.

A líder do Bloco de Esquerda falava aos jornalistas em Viseu, à margem de um plenário com sapadores florestais, a propósito do anúncio do presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, de que sem um novo contrato a empresa não poderia manter o SIRESP e reiterou que o serviço cessa a 30 junho, se nada mudar.

“Em 2018, o Bloco de Esquerda propôs que o SIRESP fosse nacionalizado, ou seja, não tem nenhum sentido que seja uma parceria pública privada (PPP), não tem nenhum sentido que uma empresa privada tenha a infraestrutura que é fundamental às comunicações do país, à segurança do país”, destacou.

No seu entender, “esse deve ser um trabalho de soberania, tem a ver com a segurança do país e, portanto, deve ser público” e sublinhou que ninguém quer ouvir outra vez o que se ouviu em 2017, que o SIRESP não funcionou, aquando do incêndio em Pedrógão Grande, que provocou 61 vítimas mortais.

O Governo, continuou Catarina Martins, reconheceu na altura “todos os problemas do SIRESP, mas decidiu criar um grupo de trabalho” e “passou 2018, 2019, 2020” e chegados a 2021 e “a Altice disse que não fará mais nada depois do dia 30 de junho e o governo, aparentemente, não tem nenhum projeto” e disse, “outra vez, que terá uma qualquer solução”.

“Adiar decisões fundamentais é um erro. Está em causa a segurança do país, a segurança das comunicações de quem nos protege e, portanto, é fundamental esse passo determinante que em questões de soberania e de segurança têm de ser naturalmente públicas e não ficarem entregues a PPP”, reforçou.

Catarina Martins considerou que “o problema não deve ser cíclico, deve ser resolvido” uma vez que se trata de uma questão “tão fundamental como as comunicações sobre segurança em situações de desastre e de calamidade” e, por isso, “precisa de estar sempre assegurada e o país tem de ter a certeza que está sempre nas melhores condições”.

A líder partidária afirmou que “foi um negócio péssimo, à medida de uma PPP privada para garantir a rentabilidade de privados à conta de dinheiro público e à conta da segurança de populações e é por isso que o Bloco de Esquerda propôs que revertesse para o Estado e se acabasse com a PPP”.

“Nós precisamos de menos remendos e de mais segurança. O SIRESP é sobre isso, sobre a nossa segurança e é por isso que deve ser público”, insistiu.

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