CDS anuncia mil novos militantes e desvaloriza saída de Borges Lemos

O partido de “Chicão” anuncia que contabilizou mais de mil novos filiados”, e desvalorizou a desfiliação do advogado Pedro Borges Lemos, afirmando “que não representava nada nem ninguém” no partido.

O CDS-PP anunciou hoje que desde, que a atual direção tomou posse, em janeiro, registou “mais de mil novos filiados”, e desvalorizou a desfiliação do advogado Pedro Borges Lemos, afirmando “que não representava nada nem ninguém” no partido.

“A secretaria-geral do CDS-PP esclarece que o ‘CDS XXI’, do qual o sr. Lemos se dizia líder e do qual era o único membro que se conhecia, não está estatutariamente constituído como corrente de opinião, nem tão pouco como tendência interna do CDS-PP”, referiu, em nota hoje divulgada.

Na nota, a secretaria-geral do partido, liderada por Francisco Tavares, afirmou que “o sr. Lemos não representava nada nem ninguém no CDS-PP, para além da sua isolada militância”.

O partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos, que foi eleito em Congresso, no fim de janeiro, adiantou que registou “um aumento de mais de mil novos filiados” desde o início de funções da nova direção.

Este número “comprova o seu crescimento e um aumento significativo da sua capacidade mobilizadora da sociedade portuguesa”, sublinhou o partido, que não adiantou quantas desfiliações registou no mesmo período.

“O CDS-PP é um espaço de liberdade na afirmação de um novo partido popular, que representa a única direita democrática fundada nos valores da democracia-cristã europeia”, afirmou.

O CDS-PP está “aberto a continuar a receber quem entende perfilhar estes valores, que o distinguem de ideologias extremistas relativamente às quais sempre erguemos um muro”, acrescentou.

O advogado e colunista Pedro Borges de Lemos, da corrente não formalizada “CDS XXI”, anunciou hoje que se desfiliou do partido, com críticas à direção, e manifestou-se disponível para aderir ao Chega.

“Em virtude das declarações dadas pelo presidente do CDS-PP à Visão em que afirmou que a minha presença na manifestação ‘Portugal não é racista’ ‘constituía uma infração passível de ser apreciada pelos órgãos de jurisdição do partido’, sou a declarar que lhe enviei hoje a minha desfiliação do CDS-PP, onde era militante desde 2013”, revelou, em comunicado enviado à agência Lusa.

Pedro Borges de Lemos era militante de base do CDS-PP desde 2013, não integrando qualquer órgão dirigente. Segundo o próprio, liderava desde 2017 uma corrente de opinião não formalizada, designada “CDS XXI”, que defendia um “partido conservador e assumidamente de direita”.

Crítico do que classificou como “deriva liberal” das anteriores direções de Paulo Portas e Assunção Cristas, Borges de Lemos apoiou Francisco Rodrigues dos Santos no congresso de janeiro para a liderança do CDS-PP, no qual apresentou uma moção.

Afirmando que já não se identifica com “este CDS”, Pedro Borges de Lemos elogiou a “recetividade e solidariedade do Chega e do seu líder”, André Ventura, declarando-se “aberto desde já a servir Portugal na única força política de direita que tem demonstrado a coragem de combater o sistema em todas as suas fraquezas”.

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