Centeno diz que coronabonds ainda podem vir a ser uma solução para travar a crise

O presidente do Eurogrupo apontou que, se os líderes europeus falharem em chegar a acordo para um pacote económico para promover o crescimento europeu no pós-pandemia, será um falhanço coletivo.

Cristina Bernardo

O presidente do Eurogrupo diz que os coronabonds ainda podem vir a ser parte da resposta europeia para travar a crise económica provocada pela Covid-19.

Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Mário Centeno não excluiu os coronabonds como solução para a crise.

“Existe uma proposta para usar o orçamento europeu e outra para emitir dívida comum. E uma não exclui a outra”, afirmou, citado pela Reuters.

A questão da emissão conjunta de dívida tem dividido os países europeus. Um bloco liderado por Espanha e Itália, apoiados por Portugal, defende as coronabonds. Outro bloco, com a Holanda à cabeça, e apoiada pela Alemanha, Áustria e Finlândia, rejeita esta ideia por completo.

Depois do acordo alcançado pelos ministros das Finanças europeus a 10 de abril, para responder no imediato à pandemia, os líderes europeus vão reunir-se no dia 23 de abril por videoconferência para discutir um pacote económico para promover o crescimento europeu no pós-pandemia.

“Vai ser uma reunião importante, espero que nos dê alguma orientação”, disse Mário Centeno, quando questionado pelo fundo de recuperação no valor de 1,5 biliões de euros.

O também ministro das Finanças português apontou que se os países europeus falharem em chegar a acordo será um falhanço coletivo.

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