Centeno: “Se não tivermos paciência, não podemos pensar a longo prazo”

No último dia de conferência Economia Viva, na Universidade Nova de Lisboa, o ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo defendeu que são necessárias reformas nos países da zona euro.

Cristina Bernardo

Dois meses depois de ter assumido funções como presidente do Eurogrupo, Mário Centeno diz não ter dúvidas que o crescimento económico é o presente, mas também o futuro da zona euro. No último dia de conferência Economia Viva, na Universidade Nova de Lisboa, o ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo afirmou que são, no entanto, necessárias reformas no bloco.

“A economia da zona euro cresce há 19 trimestres consecutivos, o que são quase cinco anos”, disse Mário Centeno, acrescentando que até o país mais afetado pela crise, a Grécia está a recuperar. No entanto, sublinhou que “precisamos de reformas, de procura, de oferta e de paciência”.

Num debate com o economista e investigador da Bruegel, André Sapir, sobre o futuro europeu, o ministro afirmou que “se não tivermos paciência, nunca poderemos pensar a longo-prazo”.

“O crescimento tem de ser sustentável nos próximos anos, temos de garantir que nos tempos bons construímos almofadas orçamentais e que aumentamos a produtividade”, disse Centeno, acrescentando que vê “espaço para melhorar as políticas orçamentais na Europa”.

Da mesma forma, André Sapir disse que “após a crise, podemos finalmente falar de crescimento a longo prazo”, sublinhando a importância de aplicar mecanismo que assegurem a sustentabilidade das dívidas soberanas do bloco europeu a longo-prazo.

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