Centros comerciais vão reabrir amanhã à exceção da Área Metropolitana de Lisboa

Dos 94 centros comerciais associados da APCC, 35 são na Área Metropolitana de Lisboa, representando cerca de 50% do emprego deste subsetor de atividade.

Os centros comerciais estão preparados para a reabertura total das suas portas aos clientes, à exceção da Área Metropolitana de Lisboa.

Segundo declarações, há minutos, de António Sampaio de Mattos, presidente da APCC – Associação Portuguesa de Centros Comerciais à SIC Notícias, o facto de ainda não ser possível abrir  os centros comerciais na área metropolitana da capital “vai ter um impacto grande”.

De acordo com este responsável, dos 94 centros comerciais associados da APCC, 35 são na Área Metropolitana de Lisboa, representando cerca de 50% do emprego deste subsetor de atividade.

“A APCC, enquanto interlocutor deste sector em Portugal, reitera que os centros comerciais e os seus lojistas estão preparados para voltar a funcionar em pleno a partir de 1 de Junho, como anunciado esta sexta-feira pelo Governo, garantindo todas as condições de segurança aos visitantes e colaboradores das lojas”, garante um comunicado da associação.

António Sampaio de Mattos sublinha que “a APCC congratula-se com a decisão, esperada, do Governo, para a abertura dos centros comerciais no dia 1 de junho, apesar da frustração pela excepção imposta à Área Metropolitana de Lisboa, embora compreendamos as razões de natureza sanitária”.

“Os centros comerciais e os seus lojistas são um aliado no combate à propagação do novo coronavírus: fizeram investimentos significativos em equipamentos e formação, e têm condições para garantir a segurança de visitantes e colaboradores das lojas na reabertura total das atividades dos lojistas no dia 1 de junho, cumprindo as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde”, salienta António Sampaio de Mattos.

O mesmo responsável assinala que “esta situação foi comprovada durante o estado de emergência e nas fases 1 e 2 do plano de reabertura”.

“Estamos cientes da complexidade do contexto que vivemos, mas queremos sublinhar que os centros comerciais minimizam o risco de contágio, não o agravam, permitindo à população aceder a um conjunto significativo de bens e serviços num ambiente com acesso limitado e controlado, e onde as boas práticas dos visitantes são monitorizadas e geridas por equipas profissionais de modo a minimizar os riscos. Ficamos, assim, na expectativa de que as limitações impostas aos centros comerciais localizados na Área Metropolitana de Lisboa (AML) sejam revogadas a muito curto prazo, pois o adiamento da reabertura total destes espaços terá um impacto significativo na recuperação económica e na preservação dos postos de trabalho, que todos ambicionamos”, defende o presidente da APCC.

A associação explica que os centros comerciais localizados na AML “continuarão a funcionar, tal como fizeram durante o estado de emergência e nas primeiras fases da retoma da economia, para garantir às populações o abastecimento de bens de primeira necessidade os serviços considerados essenciais pelo Governo, nomeadamente supermercados e hipermercados, eletrónica de consumo, farmácias, papelarias, cabeleireiros, livrarias ou restaurantes com espaço próprio ou em serviço ‘take-away'”.

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