CEO da Cimpor pede mais investimentos e infraestruturas para atingir neutralidade carbónica em 2050

Luís Fernandes salienta a necessidade de um instrumento que considere as diferentes fontes de energia e permita a sua disponibilidade a um preço competitivo no desenvolvimento de redes de energia de elevado desempenho.

Luís Fernandes

O CEO da Cimpor e presidente do conselho executivo da Associação Técnica da Indústria de Cimento (ATIC) deseja ver reforçado o investimento e infraestruturas na indústria cimenteira para que seja possível alcançar a neutralidade carbónica em 2050.

“Serão necessários grandes investimentos e infraestruturas adequadas para implementação e operação de futuras tecnologias para que possamos atingir a neutralidade carbónica ao longo da cadeia de valores do cimento e do betão até 2050”, referiu Luís Fernandes, na conferência ‘Cimentar o Futuro’, para apresentar o ‘Roteiro da Indústria Cimenteira Nacional que se realizou esta segunda-feira, 29 de março.

O responsável alertou para esta necessidade, recordando que a indústria cimenteira está na vanguarda tecnológica a nível europeu e global e que pretende manter essa posição de liderança enquanto contribui para um futuro mais sustentável.

“Sabemos as dificuldades de um caminho que ainda é longo. Senão garantirmos condições equitativas entre os diversos sectores e países da União Europeia estaremos a impactar negativamente não só a competitividade da indústria cimenteira nacional, mas de outros sectores e sobretudo da economia nacional, face às suas congéneres europeias”, frisou.

Como tal, o CEO da cimenteira e líder da ATIC considera que será fundamental definir e concretizar um quadro de financiamento bastante expressivo e integrado que deverá traduzir-se em fundos de investigação e desenvolvimento e em incentivos que permitam o retorno de investimentos em tecnologias maduras e em períodos aceitáveis.

“Necessitaremos ainda de um instrumento abrangente que considere as diferentes fontes de energia e permita a sua disponibilidade a um preço competitivo no desenvolvimento de redes de energia de elevado desempenho”, sublinhou.

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