CEO inglês ganha num ano o que um trabalhador ganha em 134 anos

Os CEO das empresas mais valiosas da bolsa londrina viram os seus salários aumentar 11% em 2017, para as 3,9 milhões de libras esterlinas anuais. Um trabalhador terá que laborar 134 anos para receber um valor igual.

O salário dos CEO das empresas mais valiosas na bolsa de Londres aumentou, em média, 11% no passado para as 3,9 milhões de libras esterlinas, aproximadamente 3.8 milhões de euros, enquanto o salário médio dos trabalhadores cresceu 2%, situando-se nas 23,500 libras esterlinas por ano ou 26.200 euros. Segundo o relatório realizado em conjunto pelo Chartered Institute of Personnel and Devolopment e o High Pay Centre, think-tank económico, um trabalhador tem que trabalhar durante 137 anos para amealhar o que o um CEO recebe num ano.

O relatório surge numa altura em que a sociedade britânica discute a desigualdade salarial. Nesse sentido, o governo do Reino Unido tem tentado reduzir o fosso salarial que separa os CEO dos restantes trabalhadores, avança a cadeia de notícias norte-americana, a CNN.

Além disso, as empresas britânicas têm agora que publicar as diferenças salariais entre homens e mulheres e, a partir de 2020, as empresas também terão que passar a publicar a diferença remuneratória entre os seus executivos e os trabalhadores.

Segundo relatório, os homens CEO ganham, em média, mais 110% que uma mulher que ocupa desempenha a mesma função sendo que nas empresas mais valiosas da FTSE, apenas sete empresas são lideradas por mulheres.

Os autores do relatório sugerem que as empresas comecem a divulgar a disparidade salarial que praticam antes de serem ‘forçadas’ por intervenções legislativas.  Recomendam ainda que as empresas disponibilizem informação mais clara sobre as suas políticas salariais e urgem que os profissionais na área de recursos humanos exerçam mais pressão sobre as comissões que balizam os salários dos executivos das empresas.

Na passada quarta-feira, o CEO do reputado jornal “Financial Times”, John Ridding, anunciou que ia devolver cerca 286 mil libras esterlinas (319 mil euros ) relativas ao seu salário de 2017, depois de a sua renumeração ter sido alvo de escrutínio público. A CNN explica que esta verba vai canalizada para diminuir as diferenças salariais entre génereos na empresa.

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