A Cerealis chegou a acordo para a aquisição da operação de massas alimentares da empresa espanhola Cerealto, detida pelo fundo de investimento Afendis e DK, no âmbito de um processo competitivo internacional.
O valor do negócio não foi revelado.
A empresa diz que é um investimento significativo e que ficará com mais de 900 trabalhadores e a faturação passará a rondar os 400 milhões.
O grupo português do setor agroalimentar diz que a operação marca um passo fundamental na internacionalização. “Esta operação insere-se na estratégia de crescimento da Cerealis, e surge no seguimento da aquisição de uma operação semelhante no centro da Europa (Chéquia)”, segundo o comunicado. Esta aquisição não é assim um evento isolado, mas sim o seguimento de uma estratégia de expansão internacional.
A empresa acrescenta que “este movimento responde à necessidade de reforço de escala e competitividade que o negócio industrial baseado num mercado com a dimensão do português exige”.
A operação envolve a unidade de produção localizada em Castela e Leão, até agora detida pelos fundos de investimento Afendis e DK. Com esta integração, a Cerealis passa a controlar uma infraestrutura com capacidade anual de aproximadamente 90 mil toneladas, cujo foco permanecerá em exclusivo no abastecimento do mercado espanhol.
Para Pedro Moreira da Silva, CEO da Cerealis, “esta operação constitui mais um passo na estratégia de crescimento da empresa e contribui para robustecer a nossa competitividade, nomeadamente criando sinergias na compra de trigos e na logística.”
A operação está sujeita às habituais aprovações regulatórias, incluindo a autoridade da concorrência.
Para um grupo industrial sediado num mercado com as dimensões de Portugal, o reforço da escala é uma questão de sobrevivência e crescimento.
O grupo detentor de marcas icónicas como a Milaneza e a Nacional tem mais de 100 anos de história, sendo um dos maiores transformadores de cereais da região, transformando anualmente quase 500 mil toneladas de matéria-prima.
O grupo gere um portfólio de 11 marcas, onde se incluem a Milaneza, a Nacional e a Napolitana, abrangendo mais de 130 produtos. Com esta nova integração, a sua presença industrial expande-se para um total de 10 unidades, distribuídas por Portugal, onde detém oito fábricas, Chéquia e, agora, Espanha.
Opera nove unidades industriais (oito em Portugal e uma na Chéquia) e comercializa mais de 130 produtos, distribuídos por cinco categorias, nos cinco continentes.
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