CGD aderiu ao Código de Governo das Sociedades do IPCG

O Código de Governo das Sociedades, bem como o Relatório agora apresentado decorrem de um protocolo estabelecido entre a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e o IPCG, que assinalou a transição das matérias de governo societário para um modelo de autorregulação, que compreendeu a constituição do código do IPCG e de um processo de monitorização da sua implementação, no qual se inclui este relatório da comissão de acompanhamento.

Cristina Bernardo

A Caixa Geral de Depósitos aderiu ao Código de Governo das Sociedades do IPCG – Instituto Português de Corporate Governance, apesar de não ser uma sociedade cotada em bolsa.

De acordo com a lista de empresas monitorizadas pela adoção das recomendações do Código de Governo das Sociedades durante o exercício de 2019, o banco de capitais públicos gerido por Paulo Macedo é uma das 33 sociedades avaliadas no Relatório Anual de Monitorização do Código de Governo das Sociedades.

O Relatório não isola os resultados das emitentes, “mas este é um dado relevante, na medida em que é ambição do Instituto que o Código sirva de benchmark para o tecido empresarial português”, revela fonte do IPCG.

Recorde-se que o Código de Governo das Sociedades, bem como o Relatório agora apresentado decorrem de um protocolo estabelecido entre a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e o IPCG, que assinalou a transição das matérias de governo societário para um modelo de autorregulação, que compreendeu a constituição do código do IPCG e de um processo de monitorização da sua implementação, no qual se inclui este relatório da comissão de acompanhamento.

O documento refere-se à avaliação do exercício de 2019 das 33 sociedades emitentes que adotaram o Código e conclui que 80% das recomendações são cumpridas. Uma percentagem que sobe para 86% se considerarmos apenas as cotadas que compõe o índice bolsista PSI-20, o que representa uma melhoria de 2 pontos percentuais em relação ao Relatório anterior.

A lista de 33 sociedades é composta por: Altri SGPS; BCP; CGD; Cofina; Corticeira Amorim; CTT – Correios de Portugal; EDP – Energias de Portugal; EDP Renováveis; Ramada Investimentos e Indústria; Estoril-Sol; Flexdeal SIMFE; Galp Energia; Glintt – Global Intelligent Technologies; Grupo Media Capital; Ibersol; Impresa; Inapa – Investimentos, Participações e Gestão; Jerónimo Martins; Lisgráfica – Impressão e Artes Gráficas; Martifer; Mota-Engil, Engenharia e Construção; NOS; Novabase; Pharol SGPS; REN – Redes Energéticas Nacionais; Semapa; Sonae SGPS; Sonae Capital; Sonae Indústria; Sonaecom; Teixeira Duarte; The Navigator; e VAA – Vista Alegre Atlantis.

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