Chefias da guarda prisional anunciam greve por tempo indeterminado. Começa a 16 de novembro

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional anunciou este domingo que agendou para o dia 30 uma vigília à porta do Ministério das Finanças e vai avançar com uma greve por tempo indeterminado.

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) vai avançar para a greve. Num comunicado assinado pelo seu presidente, Hermínio Barradas, enviado este domingo à agência Lusa, a associação anuncia que fez “um pré-aviso de greve dos profissionais da carreira de chefes ao trabalho suplementar, a iniciar no dia 16 de novembro, por tempo indeterminado”.

Tendo em conta “o desenvolvimento das reuniões no Ministério da Justiça e de Chefes Principais, dia 16 e 17, respetivamente”, a associação anuncia igualmente que “agenda uma vigília, no dia 30 de outubro, pelas 12h00, em frente ao Ministério das Finanças”.

“É com sentimento de dever cumprido que nos congratulamos, apesar das insuficientes e lastimáveis condições de trabalho que a tutela nos faculta, pela atuação e resultados alcançados pelo desempenho do Corpo da Guarda Prisional, em contexto ‘covid-19’, ou seja, estamos profundamente convictos de que os ‘danos’ resultantes nem dos mínimos previstos pela tutela se aproximaram”, exprime a associação sindical.

Segundo a nota de imprensa, “lamentavelmente”, ao invés do merecido reconhecimento desse trabalho, esta ASCCGP, no dia 16, em reunião no Ministério da Justiça, apenas recolheu desilusão e expectativas defraudadas”.

A ASCCGP admite que os elementos iam para a reunião “deveras esperançados na obtenção de respostas/resoluções às dificuldades (profundas, constantes e em permanente agravamento)” com que os profissionais dizem deparar-se diariamente.

“Mas fomos recebidos pelo Sr. Chefe de Gabinete, Dr. Vítor Teixeira de Sousa. Como não poderia deixar de ser, a reunião decorreu em registo, educado, respeitoso e de frontalidade”, lê-se no documento.

Neste sentido, e tendo em conta que consideram que “não existe vontade, possibilidade, nem capacidade de resposta do Governo aos problemas/anomalias existentes, que se ‘arrastam’ desde a publicação do Estatuto Profissional (2014), continuando a afetar gravemente o quotidiano prisional (com as inerentes consequências), foi com desagrado e desilusão” que a ASCCGP saiu do Ministério.

“Não é aceitável, a quem nos ‘exige’ que façamos aquilo que pretende (enquanto função social e impreterível) que não proporcione/disponibilize as condições (nem nos rogamos ambicionar as ideais) suficientes para que seja alcançável tal desiderato. Num contexto/sistema ‘fechado’, que lida, permanentemente, com Direitos, Liberdades e Garantias, é fácil percecionar como este trabalho é realizado”, destaca o comunicado.

Neste sentido, a ASCCGP agenda a vigília e, “apesar de nunca ter havido divulgação de um pré-aviso de greve por chefes do corpo da guarda prisional”, agendou uma para dia 16 de novembro e por tempo indeterminado.

“Cansámo-nos! Estamos desgastados! Estamos no limite! “Obrigaram-nos”, de forma inédita, a adotar formas de luta!”, justifica a direção da ASCCGP, que revela que esta luta tem “a particularidade de ser com o envolvimento de profissionais de diferentes filiações sindicais”.

 

IYN // SSS

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