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China recomenda que bancos reduzam exposição a títulos do Tesouro dos EUA

A orientação, emitida nas últimas semanas para alguns dos maiores bancos do país, não se aplica às participações estatais chinesas em títulos do Tesouro dos EUA.
9 Fevereiro 2026, 23h46

Os reguladores chineses recomendaram às instituições financeiras que reduzam as suas participações em títulos do Tesouro dos EUA devido à preocupação com o risco de concentração e a volatilidade do mercado, noticiou a Bloomberg News esta segunda-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto.

As autoridades recomendaram que os bancos limitem as compras de títulos do governo norte-americano e instruíram os que têm uma elevada exposição a reduzir as suas posições, embora a recomendação não se aplique aos títulos do Estado, noticiou a Bloomberg.

O Banco Popular da China e a Administração Nacional de Regulação Financeira não responderam aos pedidos de comentários da Reuters.

O alerta foi apresentado como um esforço para diversificar o risco de mercado, e não como uma resposta a manobras geopolíticas ou à perda de confiança na credibilidade dos EUA, noticiou a Bloomberg.

A orientação foi divulgada antes de o presidente Xi Jinping ter conversado por telefone com o presidente norte-americano, Donald Trump, na semana passada, segundo a Bloomberg. Na sequência dessa conversa Trump diz que visita China em abril e que Xi retribuirá visita no final do ano.

A abordagem imprevisível de Trump em relação ao comércio e à diplomacia, os seus ataques à Reserva Federal e os enormes aumentos das despesas públicas levaram os participantes no mercado a questionar o estatuto de porto seguro da dívida dos EUA.


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