Cimeira entre a União Europeia e União Africana marcada para outubro em Bruxelas

De acordo com a mesma fonte, ao longo do ano estão previstas várias reuniões entre os dois blocos, incluindo um encontro, marcado para 27 de fevereiro, entre as comissões da UE e da UA, presididas, respetivamente, por Úrsula Von der Lyen e Moussa Faki Mahamat, e uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, prevista para 04 e 05 de maio.

A cimeira entre a União Europeia e União Africana vai decorrer em outubro, em Bruxelas, informaram hoje fontes europeias, nas vésperas da chegada do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a Adis Abeba, sede da organização africana.

De acordo com a representação da União Europeia junto da União Africana, Charles Michel estará em Adis Abeba para encontros com os chefes de Estado e de Governo africanos, que entre domingo e segunda-feira estarão reunidos na cimeira anual da organização.

“A visita acontece no início do mandato do presidente Michel e num ano crucial para a parceria UE-AU, que culminará com uma cimeira conjunta em Bruxelas em outubro”, adiantou, em nota, a delegação da União Europeia junto da União Africana.

De acordo com a mesma fonte, ao longo do ano estão previstas várias reuniões entre os dois blocos, incluindo um encontro, marcado para 27 de fevereiro, entre as comissões da UE e da UA, presididas, respetivamente, por Úrsula Von der Lyen e Moussa Faki Mahamat, e uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, prevista para 04 e 05 de maio.

A cimeira entre os dois blocos decorrerá durante a presidência alemã da União Europeia, enquanto a União Africana será liderada pela África do Sul, que durante a cimeira deste fim de semana receberá a presidência do Egito.

Em dezembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, manifestara em Bruxelas a disponibilidade de Portugal, que assume a presidência rotativa da UE no primeiro semestre de 2021, para acolher, no início desse ano, a próxima cimeira entre UE e UA.

No final de uma reunião de chefes de diplomacia dos 28, Augusto Santos Silva indicou que, apesar de ter ficado acordada na cimeira anterior (em 2017, em Abidjan) que a próxima deveria realizar-se daí por três anos (2020), estava em aberto a possibilidade de a mesma ter lugar no início de 2021, ou seja, durante a presidência portuguesa do Conselho da UE.

“Eu ainda hoje, na intervenção que fiz, renovei a disponibilidade de Portugal para participar ativamente neste processo, incluindo, se for necessário, a disponibilidade para que a cimeira se realize na presidência portuguesa”, disse na altura.

Garantindo que “não há nenhum ‘braço de ferro’ com a Alemanha” (que assegura a presidência rotativa da UE no segundo semestre de 2020), até porque a marcação da cimeira é competência do presidente do Conselho Europeu (Charles Michel) e da União Africana, e que Portugal não sentirá qualquer “dissabor” caso não acolha a próxima cimeira com África, Santos Silva lembrou então que a primeira cimeira UE-África teve lugar em 2000, durante uma presidência portuguesa, e a segunda – a primeira em solo europeu – realizou-se em 2007, em Lisboa, novamente durante a presidência portuguesa.

A 33.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana encerra os encontros anuais da organização, que decorrem desde 21 de janeiro, na sua sede, em Adis Abeba.

Este ano, os líderes africanos reúnem-se sob o tema “Silenciar as armas: Criar condições favoráveis ao desenvolvimento em África”, com as discussões centradas na implementação da agenda de paz e segurança da organização para o continente.

Cerca de 9.000 participantes acreditaram-se para o evento, encontros paralelos e reuniões dos vários departamentos da UA.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom, os primeiros-ministros do Canadá, Justin Trudeau, e da Noruega, Erna Solberg, e o Presidente da Palestina, Mahmud Abbas, estão entre os convidados para a cimeira.

A União Africana integra 55 países, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe, é dirigida por uma comissão e a sua presidência ocupada rotativamente pelos países pelo período de um ano.

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