A CIP – Confederação Empresarial de Portugal enviou uma carta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelando a que Portugal defenda uma posição concertada entre os países do sul da União Europeia na cimeira do grupo MED9 – aliança que junta nove Estados-membros que fazem parte da região mediterrânica, do euro e do espaço Schengen – que decorre esta segunda-feira na Eslovénia.
“Avançar com uma agenda económica mais ambiciosa”, centrada na “conclusão do mercado único, na simplificação regulatória e na redução dos custos energéticos” são reivindicações que a CIP e as congéneres europeias fazem aos governos do sul da Europa. Pedem também medidas que reforcem a competitividade e a produtividade baseada na inovação, com ênfase na Inteligência Artificial.
Estes são apelos dirigidos numa carta ao primeiro-ministro Luís Montenegro, à margem da sua participação, na Eslovénia, na cimeira do grupo MED9.
No documento, subscrito pelas confederações empresariais dos Estados-membros mediterrânicos, é pedido um esforço conjunto para reforçar a competitividade, a coesão e a resiliência da economia europeia.
As confederações dos países do MED9 – Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Malta, Chipre, Eslovénia e Croácia – defendem a criação de uma estratégia comum do sul da Europa que permita ao bloco atuar com maior influência nas negociações europeias sobre competitividade e financiamento. Apelam também a que sejam criadas mais interligações energéticas na região do Mediterrâneo.
As organizações empresariais instam os respetivos governos a “avançarem com uma agenda económica mais ambiciosa”, centrada na “conclusão do mercado único, na simplificação regulatória e na redução dos custos energéticos” – aspetos que os representantes dos empresários consideram decisivos para “salvaguardar a base industrial” europeia.
“O espaço mediterrânico é essencial para o futuro económico e estratégico da União Europeia, razão pela qual é necessária uma voz mediterrânica mais forte na definição da agenda social e económica da Europa”, afirma Armindo Monteiro, presidente da CIP.
“As confederações empresariais de que a CIP faz parte assinalam a necessidade de medidas que reforcem a competitividade, a produtividade baseada na inovação – com particular ênfase na Inteligência Artifical (IA) – e o crescimento sustentável”, acrescenta.
O presidente da CIP sublinha ainda o apelo que é feito aos chefes de Estado e de governo para que o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034 da União Europeia “evite impor quaisquer encargos fiscais ou administrativos adicionais às empresas”.
Armindo Monteiro defende que “Portugal tem de estar na linha da frente deste esforço para reposicionar a Europa como um espaço atrativo para investir e inovar”. “A cooperação com os nossos parceiros mediterrânicos é essencial para afirmar uma agenda em que a criação de emprego qualificado, a transição energética, a descarbonização e a implementação de tecnologias de baixo carbono seja prioritária nas políticas europeias”, acrescenta.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, participou esta segunda-feira, na Eslovénia, na 12.ª cimeira do MED9, que juntou os líderes do sul da UE, para discutir a crise humanitária em Gaza e a competitividade da Europa. Esta cimeira precede um encontro do Conselho Europeu, agendado para 23 e 24 de outubro, em Bruxelas.
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