O Citigroup confirmou na segunda-feira que o seu conselho aprovou a venda da unidade russa, AO Citibank, ao banco de investimento Renaissance Capital, num negócio que deve provocar um prejuízo antes de impostos a rondar os 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), fortemente influenciado pela conversão cambial, salienta a agência noticiosa Reuters.
O negócio deve ficar finalizado no primeiro semestre de 2026, de acordo com os documentos entregues no regulador norte-americano, a SEC.
“As aprovações resultam num prejuízo antes de impostos na venda para o quarto trimestre de 2025, em grande parte relacionado com as perdas com o ajuste de conversão cambial, que também se manterão no Resultado Abrangente Acumulado até à conclusão do negócio”, referiu o Citigroup, em comunicado, transcrito pela Reuters.
Em novembro, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tinha autorizado a venda da unidade russa do Citigroup à Renaissance Capital. Em setembro os riscos do Citigroup, ligados à Rússia, atingiam os 12,5 mil milhões de euros, face aos 8,4 mil milhões de euros do ano passado, refere a Euronews.
Esta venda junta-se a outras efetuadas pelo setor. Vladimir Putin já tinha dado também luz verde à transferência das operações russas do Goldman Sachs para a Balchug Capital e à venda dos negócios que a Natixis tinha em território russo. O ING decidiu também vender as operações que possuía na Rússia à Global Development JSC.
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