CMVM aprova saída de bolsa da SAG

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários aprovou esta terça-feira o pedido de perda da qualidade de sociedade aberta da empresa. Os detentores de ações ainda têm três meses para as vender a 6,15 cêntimos.

Os dias da SAG GEST – Soluções Automóvel Globais na bolsa portuguesa estão contados. Amanhã os títulos da empresa detida em 95% por João Pereira Coutinho já não estarão a negociar na praça lisboeta. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou esta terça-feira que, após uma reunião do conselho de administração, aceitou, com efeitos a partir de hoje, “o pedido de perda da qualidade de sociedade aberta” da empresa. A decisão implica que a SAG não possa ser readmitida pelo menos durante um ano.

Em comunicado enviado esta tarde, o regulador dos mercados explica que os detentores de ações da empresa ainda têm três meses para as vender a 6,15 cêntimos.

“A IAMC – Investments and Assets Management Consulting, sociedade integralmente controlada, direta e indiretamente, pelo requerente – e também acionista da SAG –, obrigou-se a adquirir as ações detidas pelos restantes acionistas da SAG (excetuando os que se encontrem, em relação ao requerente, em alguma das situação previstas no art. 20.º do Código dos Valores Mobiliários), pelo prazo de três meses a contar da presente publicação e ao preço unitário de 0,0615 euros por ação”, pode ler-se no documento.

A entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias sublinha ainda que esse preço corresponde à contrapartida oferecida na oferta pública de aquisição (OPA), sendo que o seu montante global se encontra “caucionado junto do Banco Comercial Português”.

João Pereira Coutinho entregou à CMVM o pedido de perda da qualidade de sociedade aberta da empresa do setor automóvel no início deste mês. O empresário tinha lançado uma oferta pública com a contrapartida de 0,0615 euros por título e com a condição de obter 90% do capital da sociedade. A OPA de João Pereira Coutinho à SAG foi anunciada no passado dia 30 de abril no âmbito da venda da SIVA – que comercializa as marcas Volkswagen (VW), Audi e Skoda em Portugal – à Porsche Holdings, do grupo VW –, por um euro.

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