‘Coca-Cola gate’ entre os episódios mais polémicos do Euro2020, avalia KPMG

O episódio que envolveu Cristiano Ronaldo, duas garrafas de Coca-Cola e uma garrafa de água durou apenas dez segundos mas foi o suficiente para criar um caso em torno daquela que é a estratégia de ‘product placement’ da gigante mundial de bebidas. A KPMG colocou entre os capítulos mais inesperados do Euro2020.

Durou apenas dez segundos mas foi um dos momentos mais inesperados do Euro2020. O ato em que Cristiano Ronaldo retirou duas garrafas de Coca-Cola da sua frente e substituiu as mesmas por uma garrafa de água foi, no entender da consultora KPMG, um dos episódios mais desafiantes para a UEFA, num Europeu marcado por episódios que exigiram muito trabalho por parte do gabinete de comunicação do organismo mais importante do futebol europeu.

“A UEFA foi forçada a recordar às seleções participantes os regulamentos contratuais associados aos patrocinadores do torneio, depois da estrela portuguesa Cristiano Ronaldo e do italiano Manuel Locatelli terem removido garrafas de Coca-Cola, enquanto o francês Paul Pogba, em concordância com a sua fé muçulmana, retirou uma garrafa de cerveja sem álcool da Heiniken numa conferência de imprensa pós-jogo”, escreve a consultora no relatório de balanço do Europeu.

O episódio que envolveu Cristiano Ronaldo, duas garrafas de Coca-Cola e uma garrafa de água durou apenas dez segundos mas foi o suficiente para criar um caso em torno daquela que é a estratégia de product placement da gigante mundial de bebidas, integrada no contrato de patrocínio anunciado em setembro de 2019. Depois de Cristiano Ronaldo, o francês Paul Pogba também afastou uma garrafa de cerveja da Heineken e Manuel Locatelli tirou protagonismo à Coca-Cola para dar ênfase a uma garrada de água.

A multinacional norte-americana é a parceira oficial de bebidas não alcoólicas do torneio pela nona vez consecutiva, tendo-se estreado nessa condição no Europeu de 1988. No acordo assinado pela UEFA e pela Coca-Cola para o Euro2020, ficou definido que a marca iria desfrutar de visibilidade em pontos turísticos das 12 cidades europeias que recebem o torneio.

Explica a KPMG neste relatório que esta competição obrigou “a UEFA a ter de lidar com um conjunto de acontecimentos de âmbito cultural e político, envolvendo países-anfitriões da competição assim como patrocinadores. A consultora dá como exemplo a polémica lei húngara sobre a homossexualidade, situação que acabou por gerar um conflito entre a UEFA e o presidente da Câmara de Munique a propósito do arco-íris que a cidade queria reproduzir na Allianz Arena. Esta situação gerou uma série de conflitos entre a UEFA e algumas cidades anfitriãs.

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