A China manteve-se como o principal parceiro comercial do Brasil, superando com larga vantagem os Estados Unidos, com quem o comércio bilateral somou 83 mil milhões de dólares (71 mil milhões de euros) no mesmo período.
De acordo com o CEBC, o excedente comercial brasileiro com a China foi de 29,1 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros), o equivalente a 43% de todo o saldo positivo do país com o mundo.
O crescimento das exportações brasileiras foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário e extrativo. Só a venda de petróleo bruto para a China atingiu o valor de 20 mil milhões de dólares (17 mil milhões de euros), com um volume recorde de 44 milhões de toneladas – representando 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.
As exportações de soja somaram 34,5 mil milhões de dólares (29,6 mil milhões de euros), enquanto as de carne bovina cresceram quase 48%, chegando a 8,8 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros), também um recorde. Em contraste, as vendas de carne de frango e suína caíram 53% e 36%, respetivamente.
Do lado das importações, destacou-se a aquisição de uma plataforma para a exploração de petróleo no valor de 2,66 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros). As compras de automóveis híbridos também aumentaram 25%, totalizando 1,87 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros). Por outro lado, os veículos 100% elétricos sofreram uma queda de 37% nas importações.
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