Comércio online valeu 103 mil milhões em 2020 mas empresas portuguesas devem melhorar presença no digital, conclui ACEPI

De acordo com os dados do estudo, 52% das grandes empresas já vende em formato online, ainda que este valor represente apenas 27% do total das empresas inquiridas.

Christophe Morin / Bloomberg

A Associação de Economia Digital (ACEPI) e a IDC apresentaram esta segunda-feira, 19 de outubro, o estudo anual para determinar a evolução da economia digital em território nacional, determinando que as empresas portuguesas ainda devem melhorar a sua presença no ramo digital.

O estudo dos dois parceiros aponta que o valor do comércio eletrónico entre empresas ou ao Estado ultrapasse os 103 mil milhões de euros em 2020, e com as empresas a prever um crescimento acentuado na evolução deste tipo de comércio nas empresas nacionais.

De acordo com os dados do estudo, 52% das grandes empresas já vende em formato online, ainda que este valor represente apenas 27% do total das empresas inquiridas. Ainda assim, as empresas portuguesas têm realizado um grande investimento em marketing online, “sendo os canais mais utilizados e com maior taxa de satisfação as redes sociais, o email e a publicidade em motor de pesquisa”.

Atualmente, as empresas vêm o comércio online “como uma forma de exportar online os seus produtos e serviços” para países com grande capacidade económica, como é exemplo Espanha e França, que têm um peso próximo dos 40%, seguindo-se o Reino Unido e os PALOPs como países com grande peso nas vendas internacionais.

De acordo com o estudo, 60% das empresas portuguesas inquiridas já tem internet, sendo que o estudo do ano anterior indicava que apenas 40% contavam com a presença de internet nos escritórios. “Este crescimento muito significativo deve-se sobretudo ao aumento da presença na internet pelas micro e pequenas empresas”, uma vez que estas representam a maioria do tecido empresarial nacional.

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