Comissão de Proteção de Dados considera que uso obrigatório da app Stayaway Covid “suscita graves questões relativas à privacidade”

A resposta da Comissão Nacional de Proteção de Dados sucede as afirmações do primeiro-ministro, António Costa que quer tornar obrigatório o uso da aplicação Staway Covid.

INESC TEC

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) apontou esta quarta-feira, 14 de outubro, que “impor por lei a utilização da aplicação Stayaway, seja em que contexto for, suscita graves questões relativas à privacidade dos cidadãos”.

Segundo a notícia avançada pelo Expresso, a CNPD considerou que a imposição da aplicação colocava em causa “a possibilidade [dos cidadãos] de escolher, se assim entenderem, não ceder o controlo da sua localização e dos seus movimentos a terceiros, sejam estes empresas multinacionais fora da jurisdição nacional, seja o Estado”.

A resposta da Comissão sucede as afirmações do primeiro-ministro, António Costa de querer tornar obrigatório a Staway Covid. A CNPD acredita que tal medida acentuaria “em particular a discriminação de cidadãos,  pois a maioria das pessoas não consegue ter acesso a este tipo de aplicação”, que “apenas funciona em modelos muito avançados de alguns telefones inteligentes”.

Recomendadas

OE2021: Federação sindical pediu alterações ao BE e ao PS

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) pediu hoje aos deputados do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista que proponham alterações ao Orçamento do Estado (OE) para 2021 que respondam às reivindicações dos funcionários públicos.

América Latina é a região mais afetada por notícias falsas sobre covid

o Observatório de Infodemia Covid-19 da Fundação Bruno Kessler refere que, dos 83 países em estudo, os 15, onde a fiabilidade das informações sobre a doença difundidos através dos meios digitais é a mais baixa, encontram-se na América Latina, onde 59% do que se publica é considerado “fiável”.

Covid-19: Bastonária dos farmacêuticos diz que Saúde falhou planeamento do inverno

A bastonária dos farmacêuticos defendeu hoje que o país, nomeadamente a área da Saúde, falhou a preparação do período de outono-inverno e criticou a “comunicação bastante irregular” que tem sido feita da pandemia, que não se combate com “normativos”.
Comentários