Comissão de trabalhadores da Portway manifesta preocupação com eventual saída da easyJet e Transavia da rota da Madeira

A comissão de trabalhadores manifestou a sua preocupação com a possível deterioração das condições de trabalho e perda de postos de trabalho a nível nacional, caso a easyJet e a Transavia saiam da rota da Madeira.

A Comissão de Trabalhadores da Portway manifestou preocupação com a possibilidade de saída da rota da Madeira da easyJet e da Transavia, como consequência da alteração do modelo de mobilidade aérea, aprovado pela Assembleia Legislativa da República, que prevê que o passageiro pague 86 euros por uma viagem entre o território continental e a região autónoma.

“É inequívoco que esta medida vem beneficiar todos os madeirenses, reforça o princípio de continuidade territorial e diminui o impacto da insularidade. Contudo, esta aprovação da alteração do pagamento deste subsídio, trouxe muitas preocupações aos trabalhadores da Portway, em especial aos trabalhadores da escala do Funchal pelo facto da EasyJet e Transavia ameaçarem abandonar as rotas domésticas. As posições das companhias aéreas devem-se exclusivamente a uma interferência política”, diz a comissão de trabalhadores relativamente às alterações ao subsídio de mobilidade aérea da Madeira.

A comissão de trabalhadores lamenta ainda que Eduardo Jesus, secretário regional do Turismo e Cultura, tenha considerado um “bluff” a intenção da easyJet em abandonar a rota da Madeira. “Será que a Transavia também está a fazer “bluff””, questiona.

“Esta posição é de uma irresponsabilidade sem precedentes. Ambas as companhias são assistidas pela Portway e isso está a pôr em causa centenas de postos de trabalho”, alerta a comissão de trabalhadores da Portway.

A mesma entidade questiona se a EasyJet, a Transavia e Portway serão “moeda de troca” para que o Governo traga um terceiro operador para a ligação aérea com a Madeira.

“Este governo, com esta medida, está a pôr em causa a liberalização da rota da Madeira. Vai promover a região internamente e externamente desta forma? Até quando vão insistir neste erro estratégico para a ilha da Madeira?”, diz a comissão de trabalhadores.

A comissão de trabalhadores refere que a easyJet transporte mais de 350 mil passageiros em rotas domésticas e que a Portway, em 2019, prestou assistência a mais de dois mil voos domésticos da EasyJet só na escala do Funchal e a mais de cinco mil a nível nacional.

“A Transavia realiza voos de ligação com origem e destino do Porto desde 2010, e só em 2019 foram assistidos na escala do Funchal pouco mais de 1400 voos e a nível nacional mais de 2800 voos transportando mais de 200 000 passageiros”, refere a comissão.

“Estes números demonstram bem o impacto económico que a Portway poderá sofrer pela falta de prudência do poder político”, acrescenta.

A comissão manifestou ainda a sua preocupação com a possibilidade de “deterioração das condições de trabalho e perda de postos de trabalho a nível nacional”.

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