Comissão Europeia recomenda colaboradores a trocarem o Whatsapp pelo Signal

A recomendação apareceu em painéis de mensagens internas no início de fevereiro, notificando os funcionários de que “o Signal foi selecionado como a aplicação recomendada para mensagens públicas instantâneas”.

Chris Ratcliffe/Bloomberg

A Comissão Europeia disse aos seus colaboradores para começarem a utilizar o Signal – aplicação de mensagens encriptadas, num esforço para aumentar a segurança das comunicações. A mudança faz parte da estratégia da União Europeia (UE) para aumentar a segurança cibernética, depois de vários incidentes de alto perfil que chocaram diplomatas e funcionários.

A recomendação apareceu em painéis de mensagens internas no início de fevereiro, notificando os funcionários de que “o Signal foi selecionado como a aplicação recomendada para mensagens públicas instantâneas”.

A aplicação é uma das favoritas dos ativistas pela privacidade, devido à qualidade da encriptação e pelo facto de utilizarem tecnologia de código aberto.

“É como o WhatsApp do Facebook e o iMessage da Apple, mas é baseado num protocolo de encriptação muito inovador”, disse Bart Preneel, especialista em encriptação da Universidade de Leuven, Bélgica. “Por ser de código aberto, podemos sempre verificar o que está a acontecer nos bastidores”, acrescentou.

O Signal foi desenvolvido em 2013 por ativistas pela privacidade. É financiado por uma fundação sem fins lucrativos que tem o apoio do fundador do WhatsApp, Brian Acton, que tinha deixado a empresa em 2017 depois de entrar em conflito com a liderança do Facebook.

Embora a tecnologia do WhatsApp seja baseada no protocolo do Signal (conhecido como Open Whisper Systems), não é de código aberto. Outra aplicação de mensagens popular, o Telegram, por sua vez, enfrenta preocupações semelhantes sobre a falta de transparência sobre como é que a sua encriptação funciona.

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