Como é a nova vida de Jorge Jesus na Arábia Saudita

As primeiras palavras que o treinador português do Al-Hilal aprendeu a dizer em árabe foram ‘kora’ (bola) e ‘ma’an’(água). Conheça o dia a dia de Jesus em Riade.

O calor implacável da Arábia Saudita marca o ritmo dos dias de Jorge Jesus em Riade, a capital da Arábia Saudita. As temperaturas nesta altura do ano variam entre os 40 e os 50 graus. Nas primeiras duas semanas de trabalho, o técnico português, de 64 anos, divide o tempo entre o centro de treinos do clube Al-Hilal, o condomínio onde vive e o carro. O treinador encontra-se neste momento na Áustria para realizar o estágio de pré-época, que durará até ao início de agosto.

A metodologia de trabalho está também adaptada aos horários das rezas do jogadores. A primeira acontece por volta das cinco da manhã. Há ainda um tradutor que anda sempre um ou dois metros atrás de Jesus e que tem como função traduzir a parte mais tática do treino. As primeiras palavras que aprendeu a pronunciar em árabe foram kora (bola) e ma’an (água). Em Riade, Jesus está acompanhado de um staff de nove portugueses. No entanto, o ‘contigente’ nacional na Arábia deverá aumentar em breve. O presidente do Al-Hilal, Sami Al-Jaber – considerado o melhor jogador de sempre da Arábia Saudita -, convidou Jesus a escolher uma equipa técnica para a equipa B.

A qualidade de vida pesou igualmente na hora de deixar Portugal. “Vive numa espaçosa moradia de um condomínio que é uma espécie de pequena cidade com cinco mil pessoas: tem cinco piscinas, supermercados e todo o tipo de comodidades para o dia a dia”, diz uma fonte próxima ao Jornal Económico.

No dia a dia, Jesus conta ainda com um motorista, porque só dois elementos do staff têm neste momento carta de condução local. O tempo de espera para os restantes técnicos portugueses poderem conduzir deverá rondar os três meses. Para falar com a família e os amigos, o técnico costuma utilizar a aplicação WhatsApp. Na Arábia, o treinador sente a falta de peixe fresco. Porém, um amigo já conseguiu via Dubai entregar-lhe um bacalhau que acabou por ser cozinhado na Academia do clube saudita.