Uma companhia de aviação norte-americana pondera tomar ações legais para obter mais espaço no aeroporto de Lisboa, revela hoje a “Bloomberg”.
A JetBlue considera que as companhias norte-americanas estão a ter o acesso negado ao aeroporto Humberto Delgado. Entre os principais aeroportos europeus, Lisboa conta com a terceira percentagem mais baixa de companhias americanas: 33% contra a média de 45%.
O pedido de slots (vagas para um avião aterrar e descolar) tem sido “repetidamente” rejeitado desde 2023, segundo um documento regulatório revelado pela agência noticiosa.
Apesar da queixa, a verdade é que o aeroporto de Lisboa está perto do ponto de ruptura. Em 2024, passaram pelo Humberto Delgado mais de 35 milhões de passageiros, uma subida acima de 4% face a 2023. Isto tudo com apenas uma pista para as descolagens e aterragens que movimentou mais de 225 mil aviões no ano passado.
A transportadora – que foi fundada por David Neeleman, ex-acionista da TAP, mantendo agora uma fatia de 5% – argumenta que Portugal não deve beneficiar do mesmo acesso sem restrições aos EUA – tal como outras companhias europeias – se não consegue oferecer à América um acesso semelhante.
A associação ambientalista Zero revelou hoje que em agosto foi batido o recorde de voos diários no aeroporto de Lisboa: 700 voos num só dia, a 3 de agosto, com um avião a descolar/aterrar a cada 98 segundos, segundo a “Lusa”.
Esta queixa é semelhante à efetuada por companhias americanas contra outros aeroportos europeus, como Dublin ou Amesterdão que estavam a tentar limitar o número de movimentos anuais de voos.
Os Países Baixos acabaram por abandonar o seu plano de reduzir a capacidade do aeroporto de Schipol perante a pressão dos EUA, recorda a agência noticiosa.
Os EUA também já acusaram o México de limitar o acesso das companhias americanas aos principais aeroportos do país.
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