Confederações patronais pedem reunião ao primeiro-ministro

“Os desafios que o país enfrenta num contexto tão exigente como o atual implicam uma convergência efetiva de esforços e a concertação com o sector privado da economia, primeiro responsável pela criação de emprego, pela geração de riqueza e pelo investimento”, argumentam CAP, CCP, CIP, CTP e CPCI.

As confederações patronais portuguesas pediram ao primeiro-ministro o agendamento de uma reunião de trabalho por considerarem que o Governo deve envolver mais os representantes das empresas privadas na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e na elaboração das políticas públicas, além do diálogo institucional que é feito em sede de concertação social.

A solicitação surge depois de os patrões e responsáveis pelos principais sectores terem sido recebidos por Marcelo Rebelo de Sousa a 7 de junho. O Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP), que agrega as principais confederações patronais, pede agora que o encontro formal seja com o líder do Executivo.

“Os desafios que o país enfrenta num contexto tão exigente como o atual implicam uma convergência efetiva de esforços e a concertação com o sector privado da economia, primeiro responsável pela criação de emprego, pela geração de riqueza e pelo investimento”, começam por explicar, garante CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portuga), CIP – Confederação Empresarial de Portugal, CTP (Confederação do Turismo de Portugal) e CPCI (Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário).

“É em sintonia com a iniciativa privada que Portugal será capaz de ultrapassar os desafios que tem pela frente e, nesse sentido, assim como nas demais medidas de políticas públicas para que o país retome rapidamente uma rota de crescimento”, afiançam as confederações, que defendem ser “imprescindível” haver esta cooperação, no rescaldo da crise sanitária e perante a chegada do envelope financeiro que permitirá pôr em marcha o PRR.

O CNCP defende ainda que o país deve avançar “rapidamente com a definição do Programa Plurianual 20-30 e articulá-lo quer com o PRR quer com o próximo Orçamento do Estado. “Os empresários portugueses devem fazer parte deste esforço nacional, que não é apenas público ou governamental, mas em relação ao qual o Governo tem um papel determinante a desempenhar. É com os empresários, num contexto de estabilidade, confiança e previsibilidade, que se resgata o futuro de Portugal”, concluem.

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