Um consórcio apoiado pela BlackRock está interessado em concluir a aquisição dos negócios portuários da CK Hutchison, sem os dois terminais que possui no Panamá, depois das autoridades terem apreendido os ativos, avançou o Financial Times na terça-feira.
A agência noticiosa Reuters, citando a publicação britânica, referiu que a Mediterranean Shipping Company (MSC) e a BlackRock estariam em negociações com a CK Hutchison para comprar cerca de 41 portos na Europa, no Sudeste Asiático e no Médio Oriente.
Recorde-se que em 2025 tinha sido anunciado um acordo no valor de 23 mil milhões de dólares, para os dois portos do Canal do Panamá, que pertenciam à CK Hutchison, e também para os restantes portos que pertenciam à empresa. Como parte do acordo a BlackRock ficaria com os ativos do Panamá e a MSC com a maior parte do que restava do portfolio.
Contudo os portos do Panamá têm sido alvo de controvérsia. Em fevereiro deste ano o Panamá decidiu anular o acordo portuário que possuía com a CK Hutchison (de Hong Kong). Isto surgiu depois do Supremo Tribunal panamiano ter declarado, em janeiro, que as concessões dos terminais de Balboa e Cristóbal, junto ao Canal do Panamá, que pertenciam a uma subsidiária da CK Hutchison, era inconstitucional, como avançou a CNBC.
Estes portos do Panamá têm também entrado na esfera diplomática das administrações norte-americana e chinesa. Por um lado o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou que a China estava na prática a gerir o Canal do Panamá. Por outro as autoridades chinesas decidiram bloquear a venda dos ativos pertencentes à CK Hutchison.
A China ficou desagrada com a decisão do tribunal panamiano e alertou o Panamá para o “preço elevado” que pagará, “tanto político como económico”, se não reverter a decisão.
As concessões dos terminais de Balboa e Cristóbal ficaram temporariamente entregues à Maersk (Balboa) e à MSC (Cristóbal).
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