A construção nova de casas de luxo gerou um volume de negócios de 5,4 mil milhões de euros em 2024 para Portugal e um impacto de 2,5 mil milhões de euros para o valor acrescentado bruto (VAB), segundo o estudo da imobiliária Christie’s Porta da Frente, elaborado pela Nova SBE e que foi apresentado na terça-feira.
O documento que aponta estimativas preliminares revela que as vendas representaram um volume de negócios de 670,63 milhões de euros, 522,81 milhões de euros para o VAB, tendo o preço médio dos imóveis subido 23% entre o primeiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2024.
Este aumento do valor médio das casas de luxo surge num contexto de um crescimento significativo nos custos de construção (aproximadamente 30% entre 2021 e 2024), a que se junta uma procura consistentemente superior à oferta, uma continuidade na descida das taxas de juro, e os custos de construção que não deverão abrandar, o que faz com que a produção prevista de novos fogos seja significativamente mais acessível, perpetuando os valores elevados dos imóveis e o foco da procura nas áreas urbanas e turísticas, com Lisboa, Faro e Porto a continuar sob pressão devido à sua atratividade para residentes e investidores.
Estes três distritos lideram também na oferta, sendo que, em 2023, as cinco freguesias com o maior número de fogos no segmento alto foram: Cascais e Estoril (2.243), Quarteira (1.266), Santo António (1.004), Avenidas Novas (868) e na União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória (843).
O estudo classifica como setor da gama alta o mercado dos imóveis residenciais novos e usados cujo preço por m² está entre os 10% mais caros do país, sendo, depois, subdividido nos segmentos: affluent, entre os 10% e 5% mais caros (percentil 90 a percentil 95); premium, entre os 5% e 2% mais caros (percentil 95 a percentil 98); e luxo, nos 2% mais caros.
Em relação às tipologias, as moradias representam aproximadamente um terço dos fogos em oferta, com o estudo a indicar que desde 2021 até agora se verificou uma subida dos apartamentos T2 (aumento de cinco pontos percentuais de 30% para 35%) face aos T0 e T1.
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