O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul rejeitou o impeachment ao primeiro-ministro Han Duck-soo, reintegrando-o como presidente interino do país, depois de este se ter assumido como líder interino em dezembro passado, quando o então presidente Yoon Suk Yeol foi suspenso das suas funções e acusado de traição pelo parlamento após tentar declarar a lei marcial. Mas Han Duck-soo manteve-se apenas duas semanas no poder antes de os parlamentares votarem o seu próprio impeachment. Desde então, o governo da Coreia do Sul tem sido liderado pelo vice-primeiro-ministro Choi Sang-mok.
Os críticos dizem que, na Coreia do Sul, os impeachments são uma espécie de diversão nacional, dado o elevado número de personalidades políticas que são alvo daquela possibilidade constitucional. Em 9 de dezembro de 2016, a então presidente Park Geun-hye, foi acusada de ser o epicentro de um escândalo político envolvendo intervenções na presidência de seu assessor, Choi Soon-sil. Antes dela, em março de 2004, tinha sido a vez de Roh Moo-hyun, investigado por irregularidades na administração pública.
Pode parecer pouco, mas não é: o país vive aquilo a que chama a Sexta-República inaugurada em 1988 com a imposição de eleições livres e desde aí teve oito presidentes, dos quais três sofreram impeachment – uma aparatosa ‘taxa de sinistralidade’ de 37,5%.
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