Covid-19 arrasa bolsas. DAX tomba 4% e PSI-20 perde 2% com derrocada da Galp

O petróleo continua a tendência descendente devido às restrições em numerosos países para travar a segunda vaga da pandemia de Covid-19, sobretudo nos Estados Unidos e Europa. A queda de 5% arrastou para perdas de 7% as ações da Galp. O índice alemão DAX tombou mais de 4% e liderou as quedas, castigado pelo anúncio da Chanceler alemã de um novo lockdown parcial no país durante o mês de novembro.

Dia negro para as bolsas europeias, onde o índice europeu não foi exceção. A marcar a sessão em Lisboa está a queda aparatosa da Galp (-7,27% para 6,862 euros), arrastada pelo tombo do petróleo, quer na Europa, quer nos EUA. O barril de petróleo Brent para entrega em dezembro desceu hoje 5,49% para os 38,94 dólares o barril.

A Ibersol, afetado pelo fantasma de um novo ‘lockdown’ na restauração, caiu -7,63% para 3,63 euros.

Mas não fica por aqui. A Mota-Engil tombou -5,07% para 1,086 euros; os CTT recuaram -3,88% para 2,105 euros; a EDP perdeu -3,43% para 4,167 euros; a EDP Renováveis desceu -1,78% para 15,46 euros; e a Corticeira Amorim deslizou -2,20% para 9,80 euros.

O BCP que amanhã apresenta resultados do terceiro trimestre fechou a cair -3,43% para 0,0703 euros. Hoje em Espanha, o Bankia reportou contas do 3.ºtrimestre levemente acima do previsto.

A queda da Bolsa de Lisboa só não foi maior porque a Navigator subiu 3,55% para 1,924 euros e foi um dos cinco títulos que fechou no verde. A subida da Navigator provocou a subida da sua holding Semapa (+0,46%) e contagiou a papeleira Altri que subiu +1,11% para 3,276 euros.

As bolsas europeias encerram em baixa acentuada, acumulando perdas pelo terceiro dia consecutivo.  O índice alemão DAX tombou 4,17% para 11.560,51 pontos e liderou as quedas, “castigado pelo anúncio da Chanceler alemã de novo lockdown parcial no país durante o mês de novembro, uma restrição que inclui o encerramento de bares, restaurantes e locais de lazer”, segundo o analista de mercados do Millennium BCP.

O FTSE 100 de Londres caiu -2,55% para 5.582,80 pontos. “Durante a tarde surgiram notas de que a União Europeia e o Reino Unido estão a fazer progressos nas negociações pós-Brexit, aumentando as esperanças de que um acordo possa ser alcançado no início de novembro”, realça o mesmo analista.

O CAC 40 perdeu -3,37% para 4.571,12 pontos; o italiano FTSE MIB recuou -4,06% para 17.897,79 pontos; e o IBEX fechou a perder -2,66% para 6.474,40 pontos. Também o holandês AEX caiu -2,12%.

O global EuroStoxx 50 fechou a cair -3,49% para 2.963,54 pontos. No universo Stoxx 600 as perdas foram transversais a todos os setores.

Hoje a Reuters noticiou que o Ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, está a planear contrair muito mais dívida do que inicialmente previsto no próximo ano para financiar novas medidas de ajuda ao combate ao coronavírus, disse uma fonte governamental na quarta-feira. A soma inicialmente prevista de 96 mil milhões de euros para 2021 não é suficiente para ajudar as empresas a sobreviver à segunda vaga da pandemia, pelo que o governo tem de assumir novas dívidas bem acima dos 100 mil milhões de euros, disse a fonte à Reuters.

A pandemia está também a provocar a queda do petróleo.

O barril de petróleo Brent para entrega em dezembro desceu hoje quase 5,49% no Intercontinental Exchange Futures de Londres, para 38,94 dólares, devido aos receios com o aumento de contágios de covid-19 na Europa e nos Estados Unidos. Mas não é só o petróleo do mar do Norte, de referência na Europa, que cai. O crude West Texas nos EUA está a cair 6,04% para 37,18 dólares.

O euro cai 0,42% para 1,1747 dólares.

No mercado de dívida pública, a Alemanha tem os juros a recuarem 1,09 pontos base para -0,63%; Portugal, pelo contrário, aumentou o seu prémio de risco face ao benchmark alemão, ao ver os juros agravarem no mercado secundário 1,9 pontos base para 0,15%. Igualmente, Espanha vê os juros subirem 2,01 pontos base para 0,18% e Itália tem os juros soberanos na dívida a 10 anos a dispararem 6,54 pontos base para 0,76%.

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