Covid-19: Câmara do Porto suspende atividades extracurriculares nas escolas

A Câmara do Porto suspendeu atividades com saída de transporte e atividades extracurriculares nas escolas, estando a avaliar “caso a caso” a implementação outras medidas em função da evolução do surto de Covid-19, indicou esta segunda-feira o vereador Fernando Paulo.

“Demos indicações à Direção Municipal de Educação que todas as atividades que não pusessem em causa o normal funcionamento das escolas, programas extras, pudessem ser suspensas neste período. As atividades que garantem o normal funcionamento das escolas, (…) só suspenderemos por indicação do Ministério da Educação ou da Direção-Geral de Saúde (DGS)”, disse Fernando Paulo.

O vereador da Educação da Câmara do Porto, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião de câmara, exemplificou entre as atividades suspensas “as atividades com saída de transporte e atividades extracurriculares nas escolas” e esclareceu que “a câmara tem competências ao nível da ação social escolar, edificado, mas a tutela é do Ministério da Educação”.

“Nos jardins de infância e no 1.º Ciclo, damos a possibilidade de ser o Ministério da Educação a definir, porque o agrupamento, a unidade de gestão, é da alçada do Ministério. Relativamente às escolas, vamos avaliando caso a caso”, disse o vereador, admitindo que “numa situação mais evolutiva” do surto as medidas tenham de ser “reavaliadas” e “reforçadas.

Fernando Paulo contou também, descrevendo a rotina da câmara municipal e dos seus responsáveis, que há atividades que têm vindo a ser canceladas, frisando que “o que não for urgente é adiado”, nomeadamente visitas e deslocações.

“Eu tinha uma visita hoje a um centro de acolhimento de sem-abrigo e cancelei. Poderão perguntar porquê se esta situação, no que diz respeito a centros e instituições não se altera muito uma vez que as medidas já são por si muito cuidadas, importando, se calhar, apenas reforçar, mas entendemos que quem exerce funções públicas deve ter o cuidado de se expor o mínimo possível para não estar sujeito e de forma a conseguir-se manter as estruturas”, disse o autarca.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 3.800 mortos. Cerca de 110 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 62 mil recuperaram.

Portugal regista 30 casos confirmados de infeção, segundo o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado no domingo.

Todos os infetados, 18 homens e 12 mulheres, estão hospitalizados.

A DGS comunicou também que 447 pessoas estão sob vigilância por contactos com infetados.

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“Estamos muito satisfeitos, ainda que não esteja propriamente surpreendido. A aplicação é uma ajuda à população portuguesa, mas ainda faltam os restantes cinco milhões de portugueses [que têm ‘smartphones’]”, disse Rui Oliveira, administrador do INESC TEC.

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