Covid-19. CGTP exige medidas de combate à “ilegalidade e violação dos direitos” por parte das empresas

A líder da CGTP afirmou, à saída da reunião extraordinária do Governo com os parceiros da concertação social, que o pacote de medidas até agora anunciadas pelo Executivo socialista são “muitíssimo insuficientes” e não asseguram devidamente o emprego dos trabalhadores.

Mário Cruz / Lusa

A secretária-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Isabel Camarinha, exigiu esta quarta-feira ao Governo medidas de combate à “ilegalidade e violação dos direitos” por parte das empresas durante a crise do novo coronavírus (Covid-19). A líder da CGTP considera que o pacote de medidas até agora anunciadas pelo Executivo socialista são “muitíssimo insuficientes” e não asseguram devidamente o emprego dos trabalhadores.

“As medidas que foram tomadas são importantes, mas são muitíssimo insuficientes naquilo que as trabalhadores se refere. Consideramos que as medidas de apoio às empresas (linhas de crédito e lay-offs) não são suficientes para  manter os postos de trabalho”, referiu Isabel Camarinha, em conferência de imprensa, após a reunião extraordinária do Governo com os parceiros da concertação social para preparar o Conselho Europeu e fazer o ponto de situação da Covid-19.

A líder da CGTP considera que a prioridade do Governo deve ser garantir que os trabalhadores não perdem o posto de trabalho e devem manter o rendimento. “Nenhum trabalhador pode ser despedido neste momento que atravessamos. Os trabalhadores devem ter o seu rendimento total garantido, até para manter a economia a funcionar e para podermos depois recuperar desta situação que vai ser muito difícil para a recuperação”, disse.

Isabel Camarinha dá conta de que, nas últimas semanas, tem havido um desrespeito pelos direitos dos trabalhadores, tendo em conta que “muitas empresas estão a despedir trabalhadores sem justa causa, sem fundamento ou a mandar os trabalhadores de férias não respeitando o direito a férias dos trabalhadores”.

“O momento que vivemos não pode ser justificação para reduzir rendimentos aos trabalhadores e retirar-lhes direitos. Vamos continuar a nossa batalha para que haja mais medidas e medidas absolutamente excecionais”, sublinhou Isabel Camarinha.

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