Covid-19: França encerra estabelecimentos “não essenciais à vida do país” a partir da meia-noite

Restaurantes, bares, discotecas e cinemas deixam de poder funcionar, mantendo-se abertos os supermercados, farmácias ou bancos. Primeiro-ministro Edouard Philippe anunciou medidas na noite deste sábado.

Reuters/Gonzalo Fuentes

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou na noite deste sábado que os estabelecimentos abertos ao público “não essenciais à vida do país” vão encerrar à meia-noite, mantendo-se deste modo por tempo indeterminado. A medida visa limitar a propagação do Covid-19, que já fez 91 mortos no território gaulês, e foi justificada por as medidas anunciadas na quinta-feira pelo presidente Emmanuel Macron terem sido “aplicadas de forma imperfeita”.

Ficam assim encerrados até ordem em contrário restaurantes, bares, discotecas e cinemas, mantendo-se abertos supermercados, talhos, farmácias, bancos, tabacarias e estações de serviço. Também  continuarão a funcionar os transportes públicos, ainda que o governo francês desaconselhe a sua utilização.

“É imperativo que limitemos as deslocações, as reuniões e os contactos”, disse Edouard Philippe num anúncio aos franceses, sem se esquecer de apelar às empresas privadas que criem condições para que os empregados façam teletrabalho.

Apesar disto, a primeira volta das eleições municipais francesas não foi adiada, realizando-se neste domingo, contra a vontade de grande parte do República em Movimento, o partido de Macron e de Philippe.

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