Covid-19: Marcelo diz que Lisboa e Vale do Tejo tem risco de transmissão inferior a outras regiões

À saída da nona reunião técnica no Infarmed, o Chefe de Estado referiu que Portugal está entre os cinco países europeus que mais testam por milhão de habitantes e sublinhou que, na última semana, há têm-se mantido a tendência de descida dos novos casos.

Cristina Bernardo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quarta-feira que, apesar do aumento de novos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, o índice de transmissibilidade é mais baixo do que noutras regiões do país. O Chefe de Estado disse que Portugal está entre os cinco países europeus que mais testam por milhão de habitantes e sublinhou que, na última semana, há têm-se mantido a tendência de descida dos novos casos.

“Em Portugal, o R [índice de transmissibilidade] está neste momento em 1,08. Curiosamente, com a região de Lisboa e Vale do Tejo ligeiramente abaixo das outras regiões, embora haja flutuações”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à saída da nona reunião técnica sobre a situação epidemiológica, que reuniu especialistas médicos e líderes partidários, no Infarmed, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa recorda que a região de Lisboa e Vale do Tejo, depois de ter tido “uma subida inicial, não teve a descida acentuada do Norte e do Centro e estabilizou em valores constantes mas que representaram uma descida inferior ao Norte e ao Centro”. “Porque a subida agora? Porque há dados novos ou há um conhecimento novo de dados anteriores? Essa é uma questão importante”, frisou.

O Chefe de Estado referiu que uma das razões do aparecimento de novos surtos em Lisboa pode estar, segundo os especialistas ouvidos na reunião, “aparentemente, numa população que trabalhou sempre e que não confinou muito e que trabalhou durante o confinamento como nos desconfinamentos”. “A dúvida que permanece é se já antes de ser testada essa população havia a realidade da contaminação ou ela é posterior ao desconfinamento”, disse.

Marcelo Rebelo de Sousa recusou, no entanto, a ideia de que a situação epidemiológica em Lisboa e Vale do Tejo, ou no resto do país, esteja descontrolada. Segundo a avaliação feita pelos especialistas, não se verificou uma subida de mortes e há uma tendência decrescente do número de novos casos, a par de uma “estabilização da descida” do número de internados em Cuidados Intensivos.

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde divulgado esta quarta-feira pela Direção Geral de Saúde (DGS), desde o início do surto em Portugal foram registados um total de 40.104 casos confirmados da Covid-19 e 1.543 vítimas mortais. Nas últimas 24 horas, os 52 concelhos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo contabilizaram 100% dos novos casos de infeção no país.

O aumento dos contágios na Área Metropolitana de Lisboa levou o Governo a anunciar medidas específicas para a área metropolitana, entre as quais a proibição de ajuntamentos de mais de dez pessoas, o encerramento do comércio às 20h00 e limites à venda bebidas alcoólicas e proibição do seu consumo em espaço público. Quem não cumprir estas regras fica sujeito ao crime de desobediência.

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